faz de conta que o que é, é!... avança o peão de rei.

...
o mistério difícil
em que ninguém repara
das rosas cansadas do dia a dia.

José Gomes Ferreira

Brel, sempre e eu... j'arrive!

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quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

Ele há os filhos de...

,,, mas também há
as filhas de Rei que têm problemas de saúde, 'tadinhas
(e são capa de revista)
e as filhas de Presidente nosso-salvo-seja que jogam na especulação
(nos nossos bolsos...),
e há os genros e as genras,
e há as noras e os noros
... uma cambada de filhos... da Rainha
e de filhos... da Primeira (ma)Dama

Há trabalho! Ao trabalho! Bom trabalho!

Cheguei-me ao balcão para pagar a conta.
Olhei-me no espelho lá atrás, no meio de garrafas.
Vi-me velho e triste,
(quase) esmagado pelas notícias que me foram companhia ao almoço.
Vou pagar (... logo que alguém apareça...)
e vou dormir uma sesta.

Acordarei mais capaz para a luta. Que continua! Contínua

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

Filhos de (ou netos de)...

Um Brel, Brel


... e o Brel "cucado":

Filhos de burgueses ou filhos das ruas,
Todas as crianças são como as tuas.
Filhos de reis ou filhos de plebeus,
Todos os filhos são como o teus,
O mesmo sorriso, as mesmas lágrimas,
Os mesmos medos, os mesmos suspiros.
Filhos d'algo ou filhos de ninguém,
Todas as crianças são filhas de alguém.
(… só depois, muito tempo depois…)

Mas…filhos de sultão, filhos da miséria,
Todas as crianças têm um império.
Torneiras de ouro sob tectos de palha,
Todas as crianças têm um reino,
Uma onda do mar, uma flor que dança,
Um pássaro que no azul do céu balouça.
Filhos de sultão, filhos da miséria,
Todas as crianças têm um império
(… só depois, muito tempo depois…)

Mas…filhos de família ou filhos de terceiros,
Todas as crianças são feiticeiros.
Filhos do amor, filhos de acaso,
Todas as crianças são poetas.
Eles são pastores, eles são doutores,
Fazem os caminhos por onde caminhar.
Filhos de família ou filhos de terceiros,
Todas as crianças são feiticeiros.
(… só depois, muito tempo depois…)

Mas… filhos de burguês ou filhos da rua,
Todas as crianças são como a tua.
Filhos d'algo ou filhos de ninguém,
Todas as crianças são filhas de alguém.
O mesmo sorriso, as mesmas lágrimas,
Os mesmos medos, os mesmos suspiros.
Filhos de burguês ou filhos da rua,
Todas as crianças são como a tua.

(onde está filhos de... pode ler-se netos de...)

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

Brevíssima

11.11.11! Não haverá outro.
A única hipótese será 12.12.12!

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Ambos os três...

Estávamos a lanchar. Um lanche rapidinho. A falar de nós, de gente amiga e da luta.

De repente, naturalmente..., vem à baila outra gente.

- O quê?, o Seguro ou o Passos Coelho... e então o Sócrates... não me digas que tens saudades?!

- Vamos lá a ver... são bem diferentes, ambos os três

- Com'assim?

- Atão!... o Tó Zé e o Pedro são daquela massa... só podiam ser o que são, iguais na carreirinha dos jotas (com ou sem dê), mas diferentes porque, a um, não o vejo na linha JSD-PSD e, ao outro, não o vejo na linha JS-PS. Parecem ter saído do forno, mas de fornos diferentes, um ao lado do outro.

- 'Tou de acordo... mas onde é que metes o Zé "filósofo"?

- Bem... o Zé é outra coisa. Esse tanto poderia ter saído de um forno como do outro. Ou então de um forno só dele. É de outra fornada... terá é tinho azar no tempo em que foi cozido. Cozeram-no!... Mas, ou me engano muito, ou mas ainda ouviremos falar dele, nem que seja de "face oculta"...

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

Quando "fazia a cama"...

Quando "fazia a cama",
senti uma grande vontade
- enorme, densa, tensa, intensa -
não de a fazer... mas de a desfazer
e de nela me meter,
à espera que a chuva venha a parar
e que o dia comece, enfim, a clarear...

E vim p'raqui escrever,
enquanto os pingos mais grossos
tamborilam nas claraboias,
e vou tomar duche,
 e vou vestir-me,
 e vou para Lisboa,
que não é coisa boa...

Há compromissos,
há tarefas para cumprir
... não sou capaz de fugir! 

sexta-feira, 28 de outubro de 2011

Esquecer...

Esquecer!
Mas lúcido. Porque sei que quero esquecer o que não pode ser esquecido...

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Epitáfios

De algumas coisas me arrependo ter feito; muitas tentaria fazer de outra maneira. Melhor...
Nenhuma escondo, talvez porque de nenhuma tenho vergonha.

terça-feira, 18 de outubro de 2011

Homonimoplastias

Do outro lado, olhos no balcão:

O seu nome?
eu:

Sérgio Ribeiro...

levantaram-se os olhos de onde estavam... e sorriu:

... mas não é o conhecido ciclista?

entre-dentes, resmunguei:

Não!... sou o "reputado economista"...

baixou os olhos, desinteressados, a preencherem a ficha:

... não conheço...

Reduzi-me à minha reconhecida e imputada insignificância.


terça-feira, 20 de setembro de 2011

Le vieux couple - em ficções do cordel?...


Ce qui me plaît dans ce duo
C'est que tu fais la voix du haut
C'est toi qui sais, c'est toi qui dis
C'est toi qui penses et moi je suis

Mais les grands soirs, lorsque tu pleures
Quand tu as peur dans ta chaloupe
C'est moi qui parle pendant des heures
Nous sommes en somme un vieux couple

Je ne sais plus où je t'ai connu
C'est à l'école ou au guignol
Je me rappelle cet ingénu
Qui avait perdu la boussole

Depuis, je t'empêche de boire
Sauf les grands soirs, dans ta chaloupe
Quand tu me chantes tes déboires
Nous sommes en somme un vieux couple

Avec ta tête d'épagneul
Qui n'a pas appris à nager
Avec ma gueule à rester seul
Derrière des demis panachés

Quand, les grands soirs, dans ta chaloupe
Nous parlons de tes états d'âme
Et que tu diffames mes femmes
Nous sommes en somme un vieux couple

Le 16 août 1960
J'ai marié cette dame charmante
Cinq jours après j'étais parti
Et tu me bordais dans mon lit

Alors, a commencé la nuit
Alors, a commencé la nuit
Dont on se croyait les étoiles
Mais on n'était que les cigales

On s'est battu, on s'est perdu
Tu as souvent refait ta vie
Et le plus beau, tu m'as trahi
Mais tu ne m'en as pas voulu

Et les grands soirs, dans ta chaloupe
Tu connais bien mes habitudes
Je connais bien ta solitude
Nous sommes en somme un vieux couple

Mon ami, mon copain, mon frère
Ma vieille chance, ma galère
Mon enfant, mon Judas, mon juge
Ma rassurance, mon refuge

Mon frère, mon faux-monnayeur
Mon ami, mon valet de coeur
Je ne voudrais pas que tu meures
Je ne voudrais pas que tu meures

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Diálogos... cruéis

- ... se joguei futebol?! Até tarde, e não era mau... por exemplo, aqui no campo de S.Sebastião, uma vez... esquece!... eras muito miudo... 
- ... não tinha era nascido!

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Sem concerto!

Num jornal que recebo por amabilidade, e por que tenho simpatia vizinha, apanho com esta na 1ª página:



Concertação?, deve ser gralha, pensei eu.
Será um concerto?,
ou será uma consertação de vespas avariadas?
Lá dentro confirmei que era uma concentração!
Acontece... mas tem graça!

sábado, 10 de setembro de 2011

... a bulir? sempre!

Um excerto de uma página (a 1084) do dias de agora que me foi recomendado, pela sua única leitora, trazer para aqui (pelo seu lado formal?):

(...)

O tempo? O tempo!

&-----&-----&

E há assim uma espécie de entorpecimento,
de abulia que há que abolir…

&-----&-----&

… pondo-me a bulir!

(...)

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Dis


Dis, quand reviendras-tu?

Voilà combien de jours, voilà combien de nuits,
Voilà combien de temps que tu es reparti,
Tu m'as dit cette fois, c'est le dernier voyage,
Pour nos coeurs déchirés c'est le dernier naufrage,
Au printemps tu verras, je serai de retour,
Le printemps c'est joli pour se parler d'amour,
Nous irons voir ensemble les jardins refleuris,
Et déambulerons dans les rues de Paris,

Dis, quand reviendras-tu,
Dis, au moins le sais-tu,
Que tout le temps qui passe,
Ne se rattrape guère,
Que tout le temps perdu,
Ne se rattrape plus,

Le printemps s'est enfui depuis longtemps déjà,
Craquent les feuilles mortes, brûlent les feux de bois,
A voir Paris si beau dans cette fin d'automne,
Soudain je m'alanguis, je rêve, je frissonne,
Je tangue, je chavire et, comme la rengaine,
Je vais, je viens, je vire, je tourne et je me traîne,
Ton image me hante et je te parle tout bas,
Et j'ai le mal d'amour et j'ai le mal de toi,

Dis, quand reviendras-tu,
Dis, au moins le sais-tu,
Que tout le temps qui passe,
Ne se rattrape guère,
Que tout le temps perdu,
Ne se rattrape plus,

J'ai beau t'aimer encore, j'ai beau t'aimer toujours,
J'ai beau n'aimer que toi, j'ai beau t'aimer d'amour,
Si tu ne comprends pas qu'il te faut revenir,
Je ferais de nous deux mes plus beaux souvenirs,
Je reprendrais ma route, le monde m'émerveille,
J'irais me réchauffer à un autre soleil,
Je ne suis pas de celles qui meurent de chagrin,
Je n'ai pas la vertu des femmes de marin,

Dis, quand reviendras-tu,
Dis, au moins le sais-tu,
Que tout le temps qui passe,
Ne se rattrape guère,
Que tout le temps perdu,
Ne se rattrape plus...

terça-feira, 6 de setembro de 2011

Uma fotografia "especial"

Por ser com quem e onde!

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Os marretas


Ainda só dois?
Que desactualizados!

domingo, 28 de agosto de 2011

Crónica do canto da sala

(Foi parar ao anónimo sec.xxi!)

Sentei-me numa mesa do canto da sala do restaurante. Como sempre gosto de fazer. Para estar de frente para a vida. Em V e no vértice.
Cumpri o ritual da escolha (nalguns lugares, o prato único, do dia, facilita), requintando num vinhito que me estava a apetecer, e foi um Cabriz que saiu mesmo bom. Mas antes, pedi um gin tónico. Estava em dia hedonista...
Abri as folhas que levava para ir lendo, e comecei a usar o marcador amarelo.
Entrou um grupo. Discreto, mas suficientemente numeroso para me obrigarem a levantar os olhos do que estava a fazer (também é para isso que me sento nos canto, no vértice, para observar).
Eram dois casais e dois miudos. Três gerações. Bem marcadas pelas vidas vividas, ou ainda não.
O mais velho do casal mais antigo apoiava-se numa bengala que, ao sentar-se, colocou na borda da mesa.
Voltei à minha lida, e veio a comida e o vinho, e fui entremeando a leitura ligeira com a mastigação e a degustação.
Eu, no meu canto e o resto da sala a deixar-me em paz.
De súbito, um ruído insólito e forte como que me fez regressar ao lugar. A bengala do "mais velho" caira com algum (teria sido?) estrondo.
Tive de levantar os olhos, e fiquei a observar a cena que se se seguiu. Com os olhar, a mulher mais nova disse ao rapazito que estava à sua esquerda o que devia fazer. E ele fez, sem uma palavra, com discreta e nada forçada obediência. Levantou-se, apanhou a bengala do avô (devia ser!...), colocou-a no sítio de onde caira e ia voltar ao seu lugar.
Nos breves segundos, esperei a reacção do endurecido homem, dos seus 70 e muitos, oitenta anos, com muita terra debaixo das botas, que estaria a receber a visita de Agosto do filho emigrante (ou da filha), da nora (ou do genro) e dos netos. A cara, marcada por tantos anos e muito dura vida e, agora, pouca saúde, não amaciou. Eu, no meu canto, nos breves segundos, desejei qualquer coisa, um gesto, uma palavra.
Tive-a, surpreendendo-me: Merci!


quinta-feira, 25 de agosto de 2011

Afinal, em que ficamos...

O tema é: Roma paga ou não paga aos traidores?
A dúvida impõe-se, historicamente, embora a História comprove uma certeza: as "Romas" desprezam os traidores.
Mas paga-lhes ou não lhes paga?
Paga, no curto prazo, para que a traição se consuma. E, por vezes, chorudamente. À medida da traição. Nalguns casos, tanto que o preço provoca a aparência de que a paga dá para a vida toda.
Mas as "Romas" (e não só, claro!) desprezam os traidores que os servem.
E todos os dinheiros, sejam 30 ou 30 milhões, se desvalorizam e esgotam.
Por isso, talvez a moral da História seja que, a curto prazo, os "romanos" pagam aos traidores mas, para a vida, a paga dos traidores é o desprezo e, tantas vezes, o serem traídos por quem lhes pagou, no curto prazo, a traição. 

(texto de ficção literária
...do cordel!) 

sábado, 6 de agosto de 2011

De camisola amarela

Se o Cantigueiro (Quedas) não se meter à frente do Anónimo do sec.xxi (Sérgio Ribeiro), e este conseguir subir bem a Senhora da Graça, manterá a camisola amarela?

sábado, 23 de julho de 2011

Perfis em toalha de papel (qualquer semelhança com pessoas da vida real... e etc. e tal)

Descobri, hoje, entre papéis, um pedaço de toalha (de papel, claro!).
Já com muito tempo em cima, além das nódoas de vinho e gordura…  E amarelado.

«Entraram com algum espavento na sala quase vazia.
Lembrei-os. Conheci-os, a ele e a ela, antes dos dois juntos... Antes das famílias terem “arranjado” o casamento. Há 40/50 anos.
Tiveram filhos, dois se me não engano… Um, parece que “deu em droga”; outra, em droga teria dado. Se calhar não, mas é o que consta.
Ele, da minha geração (e obeso), tem dedicado a vida a esgotar a fortuna herdada, ou as herdadas fortunas (parece que já o teria conseguido…).
Ela foi uma linda menina, quase uma boneca. Tem sido… a esposa-sempre-fiel (embora tenha havido fumos de zuns-zuns, e – diz-se… – se há fumos, houve fogo).
Cumprimentámo-nos, risonhos (ela muito) e vizinhamente. Um tanto formais.
Ele sentou-se logo. Sem esperar por nada. Menos ainda por ela... Pediu ao que vinha: chícharos.
Logo que veio a comida, e logo foi, pôs os olhos no prato e comeu, comeu, comeu.
Ela, com alguma dificuldade, ajustou o larguíssimo traseiro (que tão jeitosinho foi...) ao asssento, e olhou em volta.  E em volta olhou. Em redor olhou. E olhou em redor.
Às vezes passou os olhos por ele. Que comia, que comia, que comia bacalhau com chícharos. E bebia o respectivo jarrinho de tinto.
Ela debicou, com o garfito, uns chicharozitos, enquanto os olhos circulavam. Em círculo, pela sala.
Não disseram uma palavra, ou trocaram um olhar, durante o repasto.
Acho que não pagaram. Como parece que é costume, ao que a dona da casa e gerente quer pôr fim… mas não sabe como.
A família tem credenciais (as famílias que eles juntaram numa), embora tenha perdido o crédito.»

A estória aqui fica, porque me pareceu que seria pena perdê-la, no meio dos papéis… em que já encontrava perdida… antes de a encontrar, por acaso.

segunda-feira, 11 de julho de 2011

Há um novo, há um novo... impropério próprio para esses...

... canalhas...

Grande ajuda/sugestão de Amigos que cá vieram almoçar, e a quem contámos as nossas dificuldades. Que eles, afinal, também partilhavam. Canalhas não tem conotação sexista, nem machista, não tem pregas no peito, nem rugas no colarinho, nem traz corantes. E diz tudo destes... canalhas.

terça-feira, 5 de julho de 2011

Já achei...

Ao ouvir-me, enquanto "ouvejo" televisão, ela pergunta-me:

"- Não haverá nenhum impropério que não tenha conotação sexual ou machista?..."

Tinha razão, apesar daquela coisa do... impropério.

Pensei, pensei e descobri algumas alternativas. Poucas,

E fixei-me em duas: energúmenos! e banksters!

domingo, 3 de julho de 2011

Depois dizem que exagero

Ainda na manhã do dia de hoje, 3 de Julho (já?):

Depois dos "dias de agora" (que vão, hoje, 3 de Julho, na página 767) , virão os "dias sem adiamento"... se chegarem  a tempo!

Não há fome que não dê em fartura... era bom, era!

Mais esta...
... que sobrou de gatafunhos num pedaço de toalha de papel, da mesa do canto do "Canto da Vila", observando dos "arredores humanos":

A ambição
A ganância
A exibição
A extravagância

Quase um mês... de silêncio. Aqui...

Gosto tanto de aqui vir!
E estava com saudades.
"Neste desenrolar da ilusão dos dias imóveis", como escrevia José Gomes Ferreira (quem havia de ser?), eles, os dias, vão passando, um atrás do outro, sorrateiramente. Em carreirinha. Em correria. Vertiginosamente.
E nós iludidos. Iludindo-nos. Fazendo de conta que os dias se repetem.
Repete-se o 3, que é o número do dia de hoje, mas não se repete o nome do mês, que este é de Julho quando o 3 anterior foi de Junho (ah!, quando foi...).
E a ilusão de que já houve outro dia 3 de Julho ilude-nos, engana-nos, se esquecermos (se nos quisermos esquecer) que já houve outros 3s de Julho mas em outro, em muitos outros anos.
O meu primeiro 3 de Julho foi em 1936, veja lá eu (e tu, e todos os que possam estar, agora, a ler).
Já tinha havido muitos muitos outros 3s de Julho antes, como o de 1933, em que, na Alemanha, os judeus foram excluídos da função pública.
E, depois desse primeiro (meu!) de 1936, houve 3 de Julho em 1937, e a seguir em 1938, e - depois - todos os 3s de Julho até ao 3 de Julho de hoje. Este. De 2011. Tantos...
E haverá o 3 de Julho que se seguirá a este. Em 2012. Sobre o qual não digo mais nada. Cá por coisas. Porque nem sei se será meu como este é...

Dias imóveis? Uma porra!


quarta-feira, 8 de junho de 2011

É - na cultura burguesa - muito bonito!

 Se eu fosse de um partido em que a cara mais visível, o nosso representante discutido e escolhido democraticamente (genuinamente), dissesse, dando punhadas no peito, "sou o responsável!, a culpa é minha!" nem lhe dávamos tempo, os meus camaradas e eu, a demitir-se, os meus camaradas e eu demitiamo-lo logo... ou então saia eu do partido. Que deixara de ser o meu, quer dizer, o nosso...

Mas, burguesmente, é muito bonito. Muito digno. Muito lágrima-no-olho, honra aos vencidos com dignidade. "À volta cá te espero" como é o nome das tascas nos caminhos de regresso dos enterros.

quarta-feira, 1 de junho de 2011

Os becos

Os becos sem saída têm - todos! - saída.
Cavando túneis ou assaltando o céu!

segunda-feira, 30 de maio de 2011

Página de "dias de agora"

Nos “50 anos…” deixei aqueles três nomes - Álvaro, Graça, Saramago - como minhas referências históricas, porque na História estão aqueles três homens que conheci e com quem convivi.
E, como me lembrei enquanto decorria a sessão no Conquistas da Revolução, a eles deveria ter juntado o nome de Vasco Gonçalves.
Porque a nossa luta, na associação a criar, é de evitar que um homem com aquela dimensão histórica (e humana, se não é redundante...), e com a enorme importância que teve na nossa História, seja desta apagado, ou que nela apenas fique como insultuosa caricatura que dele querem traçar aqueles que o não conseguem apagar. Como se não tivesse existido, ou nenhuma importância tido.
Acrescentei, agora mesmo - hoje -, o José Gomes Ferreira, que apenas conheci de ler – e de ver ao longe com os seus longos cabelos brancos e ar bom e de poeta –, mas que, ao “descobrir” os seus Dias Comuns (vão no 5º volume), foi como se tivesse vivido com ele o que vivi enquanto ele escrevia o tempo e os acontecimentos que ambos vivemos. Com 35 anos de distância entre nós, vivendo o mesmo tempo e os mesmos acontecimentos. Que ele me fez reviver como que iluminados pela sua cultura, lucidez e militância. 
E, depois dessa “descoberta” que a estes “dias de agora” me trouxe, a redescoberta da “memória das palavras ou o gosto de falar de mim” (que título!) e da “imitação dos dias” (que título!).
São os meus homens históricos!

sábado, 28 de maio de 2011

A memória e as inevitabilidades (das e como escolhas)



uma coisa é o que não é. a inevitabilidade das escolhas tornam a inevitabilidade uma escolha. 
(será felicidade? não sei… e o que é isso de "ser feliz"? sabe-se que se foi feliz, luta-se para o ser - para si e para os/no meio dos outros -, nunca se é porque se está - sempre - a deixar de ser.)

não há mensagem, tem a mensagem que um abraço tem.





sexta-feira, 13 de maio de 2011

O cão é o melhor amigo do homem...

dizem uns...
'inda agora o estou a "ouver" na telavisão!
Pois eu diria que a mulher é a melhor amiga do gato.
E tenho dito!

terça-feira, 10 de maio de 2011

Acordo orto-gráphico - 2

Chamaram-me a atenção para o facto (ou fato?) de mais se usar a expressão partidos "do arco do poder" que do "arco do poder". No entanto, tendo em atenção a circunstância dos acordos ortográficos andarem às voltas (pelo menos, eu ando... nos meus escritos...) com as consoantes mudas, direi que o fa(c?) é circunstancial e consoante. 
Assim sendo, que cada um, em futuro acordo orto-gráphico (para o dia 5 de Junho), use as consoantes mudas consoante as phaça phalar ou não, particularmente a consoante h sonante ou não a seguir à consoante p.
"Partidos do arco do governo"? Phoda-se! Ainda não se fartaram de (nos) phoder?

Acordo "orto-gráphico"

Na próxima revisão do acordo ortográfico, face ao que ouço e vejo, poder deverá passar a escrever-se phoder. Por causa (ou culpa) dos partidos do "arco do phoder"... os portugueses!

domingo, 8 de maio de 2011

Foi no dia 25 de Abril de 2011

No dia 25 de Abril de 2011, depois do desfile, dos encontros e dos abraços, voltei à Rodoviária para regressar a casa (tinha a Escola do Sagrado Coração de Maria, de Fátima, no dia seguinte, para contar como fora o meu 25 de Abril de há 37 anos).
Uma enchente. Os “expressos” de todos os dias, com muitos desdobramentos para que toda a gente pudesse regressar.
Como não ia jantar, fui até ao bar, cruzando gente e mais gente. Comprei no pré-pagamento uma cerveja, um rissol de camarão e um pastel de bacalhau, naveguei até um canto sossegado, próximo da parede envidraçada. Os pombos esvoaçavam no meio do alvoroço e, por vezes, procuravam saídas onde o vidro as impedia, e contra o qual se debatiam.
Um pouco afastada, uma família fazia o seu lanche-ajantarado. Uma família de dois casais, pais e avós de duas crianças muito excitadas e alvoraçadas, em correria atrás dos pombos, pelo meio de tanta gente e das pernas das pessoas.
Ao meu lado, um trio de homens grandes, jovens, negros, bebendo as suas cervejas, formando grupo em grande risota e galhofa. No seu pequeno mundo africano.
Os miúdos – numa “chave” de 6 a 12 anos, decerto acertaria… – não paravam, beneficiando da pouca vigilância dos progenitores de duas gerações. Talvez na esperança de que assim se cansassem e fossem dormir durante a viagem…
Diga-se que, ao princípio, não incomodavam ninguém. A não ser as pombas. Até que uma que pareceu ter entrado em pânico entre a espada das mãozitas que as queriam agarrar e a parede que era de vidro e a iludia de que por ali seria a fuga.
Quando a cena me começava a interessar e, porque não dizer?, me começava a incomodar a indiferença dos pais e avós, vejo um dos três homenzarrões calmamente pousar a sua cerveja, aproximar-se da atarantada pomba e, perante o ar espantado e admirativo das crianças, agarrá-la com as duas enormes manápulas.
Suspense!
Eu estava atento, preocupado, hesitante sobre que fazer, se alguma coisa haveria a fazer. Por mim…
O grande jovem negro, sempre sorridente, aproximou-se da porta do bar da Rodoviária, que dá para a gare das camionetas e para o grande largo interior por onde estas entram, virou para este lado, saiu do grande edifício, abriu as enormes mãos e atirou a pomba aos céus. Por onde ela voou, libertada.
Depois, com a mesma tranquilidade sorridente, voltou para o convívio com os companheiros. Como se nada tivesse feito.
Ao passar por mim, os nossos olhares cruzaram-se. Eu levantei o polegar da minha mão direita. Ele correspondeu. Levantou o polegar da sua mão direita, e o sorriso abriu-se ainda mais, ainda mais mostrando os dentes muito brancos.
E tudo voltou ao que era.
Foi no dia 25 de Abril de 2011.

quarta-feira, 27 de abril de 2011

Coisas que se dizem...

- Conheço-o há muito tempo.


- Tenho por si muito respeito e consideração.
- Acompanho a sua actividade com muito interesse.


- Tive conhecimento de posições suas no Parlamento Europeu que muito valorizo.
- Lei-o desde a Seara Nova...
Alto! Quase me apetece dizer "desisto".


Se me conhecem há tanto tempo, e respeitam muito, e valorizam actos e posições, e têm lido o que tenho escrito... para que serviu isso tudo?, para dizerem o que dizem?, para escreverem o que escrevem?, para fazerem o que fazem?


Logo recupero: mesmo no pior terreno há sementes que germinam!


.


Claro que isto é tudo ficção...

segunda-feira, 18 de abril de 2011

É assim!

Ter a vida de amigos presa por fios é, também, sentir em nós a fragilidade dos fios que nos prendem à vida.

É assim. É assim a vida.

sexta-feira, 8 de abril de 2011

Textos da corda

Nem coloco isto no anónimo do século xxi.

Este texto não é político, é "político", é um "texto da corda". E, ainda por cima, escrito por alguém que conheço e tenho por bem intencionado. E que se julga de esquerda...

Aqui fica como registo. Para memória futura das ficções e outras coisas acabadas em ões como ilusões, desilusões, dislates e desvarios.

sábado, 19 de março de 2011

Cruel dúvida...

Ainda valho a pena ou sou, já..., velho apenas?

domingo, 13 de março de 2011

Tempo de luta, como todo o tempo!

Isto vai!
(dizia o Ari,
e acrescentava camaradas!).
Disso nunca tivémos dúvidas
- e tantos houve que...
mas avante! continuámos,
e com a foice e o martelo,
e com o marxismo-leninismo,
e com o centralismo democrático,
e na luta de classes
(porque as havia e há!...)
.
Cada dia, menos dúvidas temos de que isto vai.
Porque cada dia somos mais à procura de caminhos.
Porque cada dia somos mais a recusar este caminho.
Por estes carris.
.
Temos tempo.
Todo o tempo!

quarta-feira, 9 de março de 2011

SS, ou ç, ou só um s?,...

Acabei de assistir a um empossamento (de posse)
... ou foi a um empoçamento (de poça)?
... ou foi a um emposamento (de pose)?
.
e (já agora) foi uma tomada de
... ou foi uma pomada para?
... ou foi um torrada sem manteiga?
... ou foi um espinho enterrado?
... ou foi um caldo entornado?
... ou foi um tornado sem retorno?
.
venha o diabo e escolha!
.
o diabo
... também emposs(s)(ç)ado,
... talvez embuçado,
... talvez emboscado.

as (des)confusões verbais

- Como estás tu?
.
- Estou entusiasmedo!

domingo, 6 de março de 2011

Há gente que...

Há gente que (alguma é só gentinha),
há gente
... que diz que é,
... que pensa que é,
... que julga que é,
... que jura que é,
... que afirma "palavra de honra que sou"
... aquilo que nem o rabo do meu gato é.
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(Ah!, e o meu gato nem rabo tem!)

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terça-feira, 1 de março de 2011

Glosa obrigada por mote (próprio)

Mede-se, quantas vezes…, o estar – seu ou dos outros – pelos resultados do que acontece enquanto se está. Mas não é assim. Porque nunca se está. Apenas ou só. Está-se com quem e porque já se esteve. E também porque se quer estar no que virá e com quem vier. Essas são as razões de estar. Os resultados de estar enquanto se está são outra coisa.

sábado, 19 de fevereiro de 2011

Qu'est que ça fait?

Un petit con
et une petite conne,
ça fait quoi?
Des petits cons
et des petites connes...

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

Parisienses - 2

À l'
Auberge St. Séverin
.
Também aqui?!
Só encontramos brasileiros!
No avião, no lugar ao lado,
no autocarro para os Invalides,
neste restaurante,
uma família atrás da outra,
nesta mesa aqui mesmo...
Comme partout!
.
O Brasil é grande,
e os brasileiros são muitos!

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Parisienses - 1

Rendez-vous au...
CAFÉ DE FLORE
.
On se regarde,
on s'évalue,
on se mésure
(à l'age, au poids, à l'euro...),
on s'en fiche de l'autre.
Aquela, enfarda orientalmente,
Estoutra, telefona horizontalmente.
...
A Zé foi aos lavabôs, necessariamente,
eu... rigolo, português e interiormente,

Pelo corrimão, corre a minha mão!

Desco a escada,
apressado;
noutros tempos, corria,
saltava.

Hoje,
pelo corrimão, corre a minha mão.
Ah!, este joelho!
(a culpa é, sempre, deste joelho...)
Mas... vá lá!
'Inda apanhei o comboio-metro na estação.

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

Fraternas idades

1. Agora, és tu:
.
(O qu'é qu'eu ia contar? Ah!... já sei:)
-
F. começou a ter falhas de memória. Pensou: deve ser do cansaço!
As falhas de memória começaram a ser mais frequentes. Pensou: isto é capaz de ser da idade!
As falhas de memória começaram a ser em maior número que as lembranças. Pensou: tenho de me tratar!
E foi a um médico amigo. Tipo psiquiatra...
O médico viu-o. Observou-o. Fez-lhe perguntas.
F. lá foi respondendo. Mais ou menos...
O médico passou-lhe uma receita (são todos iguais!) e marcou-lhe outra consulta (são todos iguais!).
F. esqueceu-se.
O médico, amigo..., telefonou-lhe: "Então... esqueceste-te de vir à consulta?"
F. respondeu: "... pois... se não me esquecesse, não precisava de ir consulta!"
O médico, amigo, marcou-lhe outra consulta, para o dia D, às horas H e meia.
.
2. Agora, conto eu:
.
O médico, amigo..., marcou, a F., outra consulta para o dia D, às horas H e meia.
Na manhã do dia D, o médico, amigo!, telefonou a F.: "Bom dia, venho lembrar-te a consulta de logo à tarde... não te esqueceste, desta vez?"
F.: "Não!, não me esqueci... mas desta vez não vou..."
O médico: "Então?..."
F.: "Então!?... não me esqueci... logo, não preciso de ir à consulta!"
.
.
Um abraço solidário, mano-velho!

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

ainda a confusão dos verbos

1. - "... a Europa não "interviu"..."!

Ah! não?!
Ora vejam lá se tivesse intervido... mas qual foi a Europa que não interveio?

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

Cenas de um quotiano companheiro

Conversas com torcicolo


Os dois à mesa, almoçando. A conversa a (es)correr, naturalmente.
Ela no fim da sobremesa. Ele a meio do prato e do copo de vinho.
(…)
Ele – … pois… e também me pôs assim, bem disposto, aquele teu comentário no meu blog… mas pareceu-me que trocaste de post. Era mesmo para aquele, sobre o Egipto, que querias escrever aquilo?
Ela – Claro.
Ele – Não era sobre as contas das eleições?
Ela – … não me fales mais de eleições e de números… Estou farta. E não só eu!

Era o que dizes sobre o tempo, na nota sobre o Egipto…
(Há um arrastar de cadeira, e ela levanta-se levando a sua “ferramenta” para o lava-loiça.)
Ele – Ah!... sim. Ainda bem. Mas olha que…
(Ela passa por detrás dele. Ele torcicola, e continua a fala.)
Ele – … mas olha que esse tema, à volta do qual, como tu sabes…
(Ele repara, torcicolando para a esquerda, que ela já está fora de visão e de audição… foi “lá dentro, ao quarto”. Ele cala-se, mete um garfada e bebe uma golada. Ela passa a caminho do quintal)
Ele –… estava eu a dizer que tu também contribuíste para…
Ela (de passagem) – É para isso que conversamos
(Ela sai. Ele acaba o prato, levanta-se, vai buscar uma tangerina. Que descasca, enquanto a vê, pela janela, a fazer festas na barriga do gato esparramado ao sol. Ela entra pela porta do quintal. Ele torcicola para a ver entrar. Tocam-se, festejando-se, na passagem dela pelas costas dele. )
Ela – Já acabaste? (Tira-lhe os pratos e o copo da frente, e coloca tudo no lava-loiça, onde ele irá actuar na sua tarefa doméstica. Ele acompanha-a, torcicolando agora para a direita.)
Ele – … pois é… Gostei do teu comentário, e agora percebo porque se dirigia àquele post…
Ela (encostada ao lava-loiças) – Foi, na verdade, uma dimensão do tempo, a do tempo histórico, a que me ajudaste a perceber a importância.
Ele – Ainda bem. Acho que é fundamental. Mas para lá chegar, ao apuramento dessa dimensão, as nossas conversas…
(Ele, torcicolando mais, ainda a vê entrar na casa de banho.)
Ela – Vou lavar os dentes e…
(Ele já não ouve o “depois conversamos mais”. Destorcicola e resmunga…)

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

os verbos que confundem

1. "... o país teria culapsado... " (foi assim que ele disse, mas escreve-se colapsado)

... e único porque foi dito por aquele já se assume como futuro 1º.

a confusão verbal

1. - "... nós, em 2009, formámos 1500 doutores por ano..."

e único porque é do 1º e único.

segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Nota auto-biográfica

Sou, decerto, dos mais prolixos escreventes em português.
Até pela longevidade.
O primeiro texto em letra de forma (e chumbo) foi em 1948, há 63 anos, no Notícias de Ourém!
Já antes, "editara" pequenos contos de "cóbois" aproveitando a novidade de uma Oliveti que o meu pai comprara e que hoje é elemento de decoração (está ali!).
Depois, foi o Mundo Desportivo, a Seara, a Revista de Economia, a Vértice, o Diário de Lisboa, a República, o Jornal do Ribatejo, o Comércio do Funchal, Ourém e o seu Concelho, o Ribatejo, sei lá que mais.
E livros? Já passa de 30 os que passaram pelas tipografias, alguns com a minha escrita em línguas estrangeiras, e há p'raí (des)arrumados, uns tantos, de fabrico artesanal, com tiragem reduzida ou exemplares únicos.
Agora apareceu esta coisa dos blogs e é um ver se t'avias. Escrevo que me desunho.
Prolixo. Mas é pena ser quase tudo p'ró lixo.

Verbalizando a confusão

1. «Eu vi a "impulsão" do prédio. Foi giro... "explodiu" num instantinho!»

2. «'Tás-t' a rir de quê? 'Inda te faço implodir!»

a confusão dos verbos

1. A confusão das verbas?
2. Ou a conjunção dos verbos?
3. Não... a conjugação dos verbos!
4. ... ou das verbas?

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

a confusão dos verbos e/ou da verbalização

1. Um fulano impoluto não é necessariamente filho de uma impoluta...

2. Alguém, para se implementar, tem de estar sempre a implementir?

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

a confusão dos verbos

"... eu acho que eles estavam a ser manietados...", disse um "distinto causídico" quando deveria querer dizer manipulados.
Nem dá para crer!

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

A umbiguidade dos verbaliz(or)ações

A.- Ele não era ambíguo, tinha era um umbigo enorme.
B.- Aquele feitio devia-se à sua ambígua idade.
C.- E, ainda por cima, devia(-se) e não (se) pagava.
D.- A propósito de umbigo, estarei a ser ambíguo?
E.- ... a,d,c,d... e... chegado a cin(i)co, devia acabar (são só dívidas... e pouco soberanas).
F. - ... mas não... isto é como o rifão (uma rifa muito grande?) popular: quanto mais me umbigo mais gosto de mim.
G. - Ou melhor: o pior é começar com ambiguidades impróprias da idade.
... e foram se7e.

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

21 de Janeiro de 1898

Nesta casa
Neste quarto (sem aquecimento e sem quadros de Álvaro Cunhal nas paredes)


Uns quarenta anos depois...

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

Nas voltinhas do Marão

O meu pai fez a quarta-classe lá para os primeiros anos do século xx. Teve de ir a Tomar fazê-la porque cá por Villa Nova de Ourém a instrução primária ia só até à terceira-classe.
Mas foi uma quarta-classe que teve que se lhe diga... além da viagem de carroça para fazer os 25 quilómetros e volta, e uma noite dormida fora de casa. Uma quarta-classe de que ele se orgulhava e de que fazia alarde. Gostava de me "fazer exames", perguntando-me o que eu ia aprendendo, mas era sobretudo para exibir os seus conhecimentos. De todos os rios de Portugal e seus afluentes, por margem direita e margem esquerda. De todas as serras e cordilheiras. Era... espectáculo. Tudo na ponta da língua, mais de quarenta anos depois!
Quando a vida começou a dar, à família que éramos nós três, alguma folga, o chefe (de família e não só...) começou a organizar viagens pelo país. Primeiro, com famílias amigas que tinham carro (os Sales, o "trio" do António Dias), algumas vezes em "carro de praça" alugado para uma volta (sempre pelo norte), mais tarde no automóvel entretanto comprado (acho que foi só em 1953, ele com 55 anos e eu com quase 18).
Como ele gostava de conhecer e passear pelos sítios, lugares, referências que trazia consigo desde aquela quarta-classe.
Andámos pelo Marão, pois então. E não foi fácil. Ele, o chefe, é que guiava. E guiava mal. Devagar, fora de mão e a buzinar! Mesmo depois de eu ter a carta, emancipei-me aos 18 anos para a poder ter, nem pensar passar-me o volante.
Com que ternura e saudade lembro essas viagens, agora que atravesso a A4 (ou lá que número tem...) mas ainda encontro pedaços de caminho que são os mesmos de então!
Como os olhos do meu pai brilhavam quando via os rios e afluentes, e as serras, de que conhecia, há tantos anos, o nome. Que eram os seus rios e as suas serras. Agora, neste outro tempo, os meus olhos também estão um bocadinho brilhantes...

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

ainda a confusão dos verbos

ah! o ta(le)nto que foi preciso para se ter chegado a velho
sem se ter sido adúlt(er)o!

A confusão dos verbos - ou das verbalizações

Olho para eles, e não sei se a incompatibilidade é
  • de génios
  • de géneros
  • de gémeos
  • de grémios

mas que a há, há... é como as bruxas!

sábado, 15 de janeiro de 2011

A confusão dos verbos (e dos substantivos, e dos adjectivos, e das interjeições)

Daquelas que, sem que as procure, me caem debaixo dos olhos, e eis que me interpelam:

  • "A minha escolha, de certeza, que não recai naquele que interpolado na rua por uma velhinha...»;
  • «SR presidente cavaco silva sou eis aluna do...»

A confusão dos verbos

Ao princípio era o verbo?
Não... no afinal era a verba!
.
Tens de controlar aquela rotunda!
O que estás a dizer não conduz com o que escreveste ontem.
Não conseguiste? Tens de te confrontar!

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

De noites e de corpos

Deitei-me relativamente cedo. Na cama grande porque, ontem, vazia; pequena porque... pequena.
Li umas páginas. Poucas que o cansaço venceu o interesse do livro. Que o tem, mas não que roube horas às poucas horas para dormir.
Deixei-me adormecer.
Não sei se pouco se muito tempo depois, pressenti que um um corpo se moldava ao meu corpo. Sem me acordar para além do pressentir. Delicadamente.
Soube bem... Tranquilizou o sono tranquilo.
Algumas horas se teriam passado. Assim. Dois corpos ajustados.
Quando a luz do dia começou a espreitar pelas frinchas das portadas, tirei um braço de debaixo da roupa e tacteei o corpo que, ao lado do meu, resistia a acordar. E que lançou uns miados de sussurro. De gato mimado e feliz. Como só os gatos. Como só o nosso. Como só o Mounti.
.
Bom dia!

sábado, 1 de janeiro de 2011

... para quê? Ora... PORQUE!

Há momentos em que um fulano se pergunta para quê?,
em que só pensa quando é qu’isto acaba?
e em que só quer atirar a toalha ao chão!
[não por cansaço da luta, não por força do inimigo,
por coisas cá nossas, por sacanices d’alguns nossos (serão?...)]

para quê?
PORQUE!



Mas isso passa depressa…
o grande problema é ter de rebocar outros,
os que perguntam para quê?
e não têm a resposta PORQUE!

refeito a 01.01.2011