faz de conta que o que é, é!... avança o peão de rei.

...
o mistério difícil
em que ninguém repara
das rosas cansadas do dia a dia.

José Gomes Ferreira

Brel, sempre e eu... j'arrive!

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sábado, 3 de agosto de 2013

Olhem que não fui eu...

Nas minhas vizinhanças de criança e enquanto andei pelas escolas como estudante, o meu nome próprio era raro, para não dizer que Sérgio havia só um, eu e mais nenhum (no liceu até me arranjaram a alcunha de Sargeta, não com intenções malévolas - acho eu... -  mas por causa da raridade do nome.). 
Depois, foi-se vulgarizando o nome, e para tal contribui pois fui padrinho de alguns Sérgios, em certos casos ficando-me a dúvida se a escolha privilegiava o nome ou o padrinho. E, para compensar alguma eventual incerteza quando à bondade de quem me chamava Sargeta, tenho a alegria da amizade de quem me trata por Serioja.
Vem isto a propósito de ver o meu nome - e completo: Sérgio Ribeiro - pelas  ruas da amargura. O acaso de folhear um jornal desportivo, trazido por um amigo e vizinho, deu-me a conhecer que um tal Sérgio Ribeiro foi alvo sanções drásticas, na sua profissão, decerto por drásticos crimes cometidos. Destarte (por essas malas artes), Sérgio Ribeiro tem de dizer adeus ao ciclismo profissional, modalidade em que, ao ganhar etapas, já suscitara alguns mails de parabéns a mim dirigidos por amigos que, sabendo que isso de andar de bicicleta foi chão que já deu uvas há muitas décadas, gostam de brincar comigo.
Tenho pena... 
Tenho pena de não ter ganho etapas nessas voltas que se dão por aí, pelas estradas da vida, e do Sérgio Ribeiro que o conseguiu o ter feito de maneira que mancha o nome que é comum de dois (e mais do que de dois).