faz de conta que o que é, é!... avança o peão de rei.

...
o mistério difícil
em que ninguém repara
das rosas cansadas do dia a dia.

José Gomes Ferreira

Brel, sempre e eu... j'arrive!

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sábado, 28 de junho de 2008

28 de Junho

Que me dê uma paralítica,
que fique entrevadinho de todo…
… de todo menos das meninges e das falanges para teclarem!
Única maneira (minha!) de dar cabo desta merda toda!

‘Pera aí!
Tenho de ir à manifestação contra o “Código Laboral”
a Santarém.

Isto é mesmo de ficção... para não dizer de anedota

Excluir os que se afastam da média, como li (ou ouvi) algures sobre os professores, leva - se levado até às últimas consequências ou coerências - a 1, à unidade, igual a 0, a zero, a nada, ao vazio total!
Porque a nova-média-após-os-excluídos, incluirá os que passaram a afastar-se dela e que, por isso mesmo, terão de ser excluídos. E assim sucessivamente até não haver nem média nem excluídos porque todos o foram menos um, o 1, O MÉDIA.

quarta-feira, 25 de junho de 2008

Histórias ante(s)passadas - 21

Desta vez não foi numa fotografia que tropecei. A fotografia, essa que está aí, de um dia chuvoso de há 60 anos no quintal da Rua do Sol ao Rato, estava ao pé da outra, da da estória anterior, ambas de uma Kodak, a minha primeira máquina fotográfica que, recordo-me bem, me custou 90 escudos, ou seja, o equivalente a 45 cêntimos de euro (porque não se diz centavos?… o que isto me irrita!). Mas adiante… senão não há estória.
Então vamos lá.
No que tropecei foi em comentários que algumas sensibilidades mais delicadas (ou felinas)fizeram à reacção do Tarzan arranhado pelo gato da carvoaria do começo da rua e correspondente sentença para tempos futuros. E eram injustos os comentários para com o “meu cão”. Ora, quando tropeço em injustiças tenho de reagir (como se um gato me tivesse arranhado…).
O Tarzan não merecia que, e por minha culpa, se ficasse dele com um juízo injusto, até porque só baseado num episódio. Por isso, conto outro.
Foi o caso de, no fundo do pequeno quintal, o meu pai, saudoso do Zambujal, seu torrão natal (e pára a rima!), ter construído uma capoeira que também coelheira era. E vivia lá pelo menos um casal de coelhos porque deu ninhada.
O caso é que a mãe-coelha, numa excepção ao que a mãe-natureza nos ensina como regra, tinha a aberração de matar os filhotes. Pa evitar o que ainda havia para evitar, o meu pai levantou uma divisória que passou a fazer um T2, separando a mãe-coelha dos sobreviventes filhos-coelhos.
Tudo isto me impressionou muito. E ao Tarzan.

Aconteceu que um dia, em que a minha mãe estava na cozinha a preparar refeições, ou noutras lidas domésticas, o Tarzan veio lá do quintal, com ar muito ansioso, aflito, e começou a puxar pelo avental da dona e quase a arrastou até à capoeira-coelheira. É que a malvada da coelha derrubara o (mal) carpinteirado muro de tábuas e pregos, e completaria o seu assassino atentado às leis da natureza (era uma serial-killer!) não tivesse havido aquela pronta intervenção do Tarzan.
No fim do dia, isto foi contado a quem regressava da “volta pelos clientes” e do liceu, e o Tarzan ficou, para mim e em definitivo, o “rei da(quela) selva”!

domingo, 22 de junho de 2008

Histórias ante(s)passadas - 20

As histórias ante(s)passadas também podem meter animais de estimação. E de recordações. Têm vindo a ser escritas a partir de fotografias em que tropeço e, desta vez, tropecei numa fotografia em que estou com… o Tarzan.
O Tarzan era o cão que entrou lá em casa quando eu era miúdo imberbe mas não louro. Crescemos juntos. Fizemos uma infância paralela, e ele terá envelhecido bem mais depressa que eu. Muitas estórias me vêm à memória, e uma me aparece como curiosa.
No quintal que tínhamos a sorte de ter no meio de Lisboa, entre a rua do Sol ao Rato – que, então, os carros subiam e desciam, e tinha estacionamento dos dois lados – e o pátio das traseiras, o cão fazia a sua vida, sem muito se incomodar com os gatos que por lá transitavam. Apenas os afugentava para não (n)o(s) incomodar.
Ao domingo de manhã o meu pai punha-lhe um açaime e saiamos os três para darmos passeios. O mais frequente era ao Parque Eduardo VII, que então era como ir ao campo… Brincávamos os três, mais os dois que os três que o meu pai não era muito para brincadeiras…, e um “número” habitual era um “diálogo” que o Tarzan entretecia com os cisnes, em mútua e crescente irritação.
Pois num desses domingos, se bem me lembro muito quente, voltávamos do passeio para o almoço em casa quando, ao começar a subir a Rua do Sol, vinha o Tarzan esbodegado, de língua de fora, de um desvão de uma carvoaria que havia ao lado de uma taberna um gato que por lá estava, num gesto traiçoeiro e maldoso – porque nada o justificava – estendeu a pata, de unhas de fora, e vá de arranhar o focinho do pobre cão, fugindo logo para o meio das sacas de carvão.
O Tarzan nem reagiu. Apenas mostrou espanto. E alguma dor. E irritação, claro.
Subimos o resto da rua e, ao chegar a casa, o meu pai teve o cuidado de desinfectar o focinho arranhado do nosso cão. O que mais o incomodou, apesar da aparente bonomia.
E assim parecia acabada a manhã de domingo quando, olhando pela janela da marquise vi o Tarzan em atitude inhabitual. Pata ante pata, aproximava-se do muro que tinha dois níveis e, quando um gato saltava de um para outro, o Tarzan, num salto belo e certeiro, apanhou-o no ar, pela espinha, sacudiu-o com zanga e raiva, e abandonou o corpo do gato já sem vida. Com desprezo. Quase nojo.
A partir desse dia, foram muitos os gatos que tiveram essa (má) sorte. Até começarem a evitar aquele quintal e os seus muros.
Não gostei de ver, mas compreendi o “meu Tarzan” e só recentemente fiz as pazes com os gatos.

quinta-feira, 19 de junho de 2008

Belmonte a quatro olhos (sem contar com os óculos)

Partilhamos viagens e visitas. Como esta a Belmonte.
Como vamos partilhando a vida, ou melhor, as vidas porque nunca abdicámos de duas serem as nossas vidas.
O aparelho fotográfico é só um. E dela. Mas, de vez em quando, também partilhamos a oportunidade de "apanhar" umas vistas e uns ângulos. "Empresta aí" ... e vá de disparar!
Depois, quando em casa, no computador vemos o que saíu e nem sabemos muito bem quais tirou ela, quais tirei eu. Embora, de algumas não possa haver duvidas: ela, tirou as de gatos, eu tirei as conotadas com Ourém.
Entretanto, ela selecciona para o seu blog e faz as suas (a)post(as) e sai - sempre! - "obra asseada". E eu fico a ver...
Mas, desta vez, resolvi vir à compita. Ela "apresentou" Belmonte, tal como seleccionou o que do nosso passeio pela vila ficou gravado, e quis mostrar e comentar, e eu regalei-me a (re)ver e a ler? Pois então eu também vou entrar nessa. Aqui neste cantinho pouco (mas bem) frequentado.

Então aí vai:

1.
Antes de entrar no castelo, pequeno e quase de brincar, olhemos a torre e o tapete de pedras que lhe serve de base:2.
Lá dentro, sucedem-se os ângulos fotografáveis, isto é, merecedores de registo, num espaço pequeno e bem aproveitado, onde não falta um anfiteatro onde apetecia fazer umas "cenas", "jogralizar"... sei lá... "a gota de mel" ou aquela adaptação do contarelo do Luandino Vieira sobre o ovo, a galinha e os vizinhos, que retirei do Luuanda:

3.
Ainda lá do cimo, tem-se uma panorâmica de toda a povoação e do depósito de água, que vem lembrar que esta é uma terra que, ao contrário de outras!, ainda não foi varrida pelos ventos da modernidade (ou insanidade?!) que deitaram por terra memória para só ficar saudade e raiva: 4.
Numa curva, um largo gracioso, com casas e paredes e nichos naqueles blocos de pedra antiga e bela. Mas... mas no meio de um nicho uma agressão. Em azulejo. Como é que foi possível fazer isto? Não será a tal modernidade mas é, decerto, a mesma insanidade:

segunda-feira, 16 de junho de 2008

Brevíssima crónyca

De “sûpato”, como uma erupção vulcânica, daquelas que saem das entranhas do ser vivo de lava e fogo, veio… a crónyca. Porque o dia, como o fora, a exigia.
E o cronysta, quando é assim, só tem uma coisa a fazer. Dar às teclas, e deixar que se faça o parto do que vivo estava, prenhe e à espera do tempo. Nem que inventado fosse (o tempo… há lá coisa mais inventada!), nem que inventado tivesse de ser.




Brevíssima crónyca
de uma visita ao tempo do homem,
guiada por um homem do nosso tempo

Visitantes acidentais, de jeep o homem nos levou. Atravessámos paisagens… de admirar e fotografar, e chegámos a uma ampla esplanada por onde se espraiava o Côa, meio escondido na vegetação.
O homem pegou numa pequena haste de arbusto. O seu ponteiro, a sua batuta. O seu instrumento de trabalho.

Com a pequena haste de arbusto apontava e descobria(-nos) os riscos nas pedras, os traços, os desenhos, com o seu instrumento de trabalho desenhava os animais que tinham sido desenhados por outros que, antes dele, milhares de milhares de anos antes, os tinham desenhado. “Com esta pedra”, ou “com uma pedra como esta”. Ou raspando. Ou picando. Ou.


A cabeça, o dorso, a barriga, os pormenores cuidados, descuidadas as patas, como se sem importância para quem desenhara.
Porquê?, porquês?
Talvez porque. Uns dizem que será talvez por estas razões, outros que será talvez por razões aquelas. Há, também, os que dizem que assim é que foi e fica dito. Aqueles que dizem em definitivo porque por si é dito. Porque são eles os que sabem. Mesmo que pouco saibam.
Mas o “nosso homem” não. O nosso contemporâneo em tudo, o camarada!, diz talvez, e fala da procura, da busca, do estudo. Diz que se se chegou a um adquirido (talvez…), seja onde for, e do adquirido, do talvez adquirido…, se tem de partir para novos caminhos de dúvidas. Percorridos pelos homens. Que foram deixando estas marcas, estes sinais.
Sinais de quê? Sinais para quê? Talvez de. Talvez para.
“Vejam agora ali”. E, ouvido o dito, nós víamos. Desafiados a percorrer, com ele – que leu, que estudou, que discutiu –, caminhos por ele percorridos. Não um caminho, único, mas vários possíveis. Porque uns foram, e estão a ir, por ali, porque outros foram, e estão a ir, por acolá. E encontram-se frequentemente, uns e outros, para trocarem experiências.
E, quando se encontram, falam também de questões sindicais. E de política, e de políticas. De questões culturais e orçamentais. E da luta. Que tudo se junta no que visitáramos. Na busca milenar dos caminhos do homem.

quinta-feira, 12 de junho de 2008

Histórias ante(s)passadas - 19

Esta é uma estória um pouco misturada. Porque é ante(s)passada de mim e porque só nasce porque amigos vieram a casa e a tornaram viva… lembrando o ante(s)passado mas também as ascensões e quedas da “mansão-Zambujal”. Misturando tudo... ou eu tudo misturando.
Estivemos em convívio. Calmo, de certo modo diferente. Porque foram os blogs – e as “coisas bonitas” que neles se fazem – que os trouxeram. Identidades haverá outras, mas foram estas que os trouxeram. Amigos.
Vidas vividas, algumas muito magoadas, estimulando a solidariedade, que sempre deveria ser silenciosa e… natural, como a água, a liberdade, a convivência (que mesmo quando é ruidosa tem o seu lado silencioso).
À mesa nos encontrámos. A morcela de arroz que é de cá, a salada que ela diz ser grega, o pão, o vinho (oh!, heresia) alentejano.
E passeámos. Pelo jardim, entre flores e pássaros, procurando o gato fugidio que se dignou aparecer e receber homenagens. Fomos mais longe – ah!, isso tinha de ser – aos Castelos e à ginjinha. E ao ante(s)passado. Porque ele está presente mas também porque vieram fotografias. Das que “os da casa” não fazem. E o que poderia parecer um canto para onde estavam velharias abandonadas ou à espera ganhou uma vida nova.
As velhas fotos dos meus avós maternos à espera de tempo e lugar para serem pendurados (mas ali tão bem…), ao fundo a gravura da Guernica que o “mano Xavier” achou que aqui estaria bem (e está!), a bicicleta que recebi por ter feito o 5º ano do liceu (em 1950!) e que foi melhorada, dois anos depois, com farol e dínamo para poder ir à noite à Vila Nova… porque já tinha 17 anos e acabara o liceu.
À direita, aquela escada tosca do “velho refúgio”. Que refúgio foi. E que levam lá acima, onde estão três camas que tanto gostaria que tivessem mais uso.
Às vezes são precisos outros olhos para que os nossos vejam quão importante para nós é o que todos os dias vemos.

sábado, 7 de junho de 2008

"Pinça mentes" e "sem tenças" (desvez enquanto)

Olho para a realidade (o concreto das coisas e das gentes) e espanto-me por haver quem não veja o que eu vejo e como eu vejo. Depois - logo logo - tomo consciência que faz parte da realidade - dessa realidade que eu vejo - gente que a vê (e se vê) de outra maneira que não aquela que eu (e como a) vejo.

sexta-feira, 6 de junho de 2008

Em quantos mundos vivemos?

5 de Junho de 2008 (Avenida da Liberdade - Lisboa):




5 de Junho de 2008 (Jornal de Leiria):

Qual destes mundos é de ficção... e "da corda"?

Verdade seja confirmada que alguns dos nossos "intelectuais" são muito pobres e... pequeninos! Têm o tamanho do seu umbigo (no máximo, um centímetro de diâmetro...).

quarta-feira, 4 de junho de 2008

Histórias ante(s)passadas - 18

De muitos que nós somos só resta a memória dos que por cá ainda andam.
Assim comecei estas estórias. Que agora recomeço.
E comecei-as pelo meu avô materno, Albino Ferreira, homem muito respeitável e sempre pontual, era, quando o conheci, um reformado da Administração-Geral do porto de Lisboa. Recordei-o, então, nessa primeira das recordações, como reformado, que até me parece que o teria sido sempre...
Bonacheirão, jogador de dominó no Jardim Cinema, o seu corpanzil não lembrava o atleta que se vangloriava de ter sido, levantador de pesos e halteres, como o provavam fotografias que gostava de mostrar aos netos. Para os estimular...
Algumas coisas dele terei herdado, como o gosto de trabalhar o físico - que a mim não me passou com a idade - e o de escrever pecinhas de teatro, que a mim veio com a idade.
Mas há uma estória que quero contar.
Numa das excursões que o meu pai organizou a Vila Nova de Ourém, dos oureenses a residir em Lisboa e respectivas famílias mobilizadas, entre os mobilizadas estavam os sogros daquele incurável "oureense nº 1". Tudo correu muito bem, todos muito bem recebidos, com visitas aos lugares de uso e um almoço dos bem fartos e regados. Tinha então o "palhete" qualidades excelsas, por excelsas querendo dizer-se bom paladar, beber fácil e melhor capacidade de trepar por dentro de quem mais que o provasse e não desconfiasse dele.
Assim aconteceu ao meu avô.
No regresso, em camioneta que então fazia o caminho em mais de três horas, passando por Torres Novas, Pernes, Santarém, Cartaxo, Vila Franca, o meu avô dormiu regaladamente e foi directo da garagem para a cama, sem ter acordado no táxi.
Pelo menos foi assim que me contaram. Assim como me contaram que, no dia seguinte, reunidos os excursionistas para acertar contas, o meu avô lamentou não ter visitado os tão falados Castelos protestando por não se ter cumprido parte do programa. Ninguém o quis desmentir, e teve de se esperar pela revelação das fotografias - que então duravam uma eternidade - para lhe provar que, afinal, tinha visitado os Castelos, e em equilíbrio instável só compensado pelo apoio da minha pequena avó Damásia.
Coisas do "palhete"!

terça-feira, 3 de junho de 2008

É preciso descomprimir, n'é?

... então aí vai:


a inconsciência do animal
ou
o prazer do risco?!

VIVER!

VIVER!
sobrevivendo...

às doenças infantis
às doenças adolescentes
às doenças adultas
às doenças venéreas e às venerandas doenças
ao ópio do povo e à droga desportiva
à informação deformativa
às traições e desilusões
ao assassinato do camarada que vinha ter comigo*
aos amores e aos desamores
às amizades e às desamizades
aos acidentes de viação
aos eventuais acidentes de aviação
aos incêndios, às cheias, aos mares e glaciares
àquele cancro no cólon e a outros por ele colonizados
aos AVC vindouros potenciais e coisas que tais
ao sacana do alemão e ao primo talvez inglês.

Morrer o mais tarde possível sem ter passado por senil!




* - a ouvir "a morte desceu à rua"
(de foto de António Sérgio Galamba)

segunda-feira, 2 de junho de 2008

Sobreviver

Sobreviver

às doenças infantis
às doenças adolescentes
às doenças adultas
às doenças venéreas e às venerandas doenças
ao ópio do povo e à droga desportiva
à informação deformativa
às traições e desilusões
ao assassinato do camarada que vinha ter comigo*
aos amores e aos desamores
às amizades e às desamizades
aos acidentes de viação
aos eventuais acidentes de aviação
aos incêndios, às cheias, aos mares e glaciares
àquele cancro no cólon e a outros por ele colonizados
aos AVC vindouros potenciais e coisas que tais
ao sacana do alemão e ao primo talvez inglês.

Morrer o mais tarde possível sem ter passado por senil!











* - a ouvir "a morte desceu à rua"

(de foto de António Sérgio Galamba)

Resistir

Resistir

a ter sido filho único
ao fascismo
ao medo
à prisão
à tortura
às fraquezas
aos “cantos de sereia”
aos apetites
à lisonja
à vaidade
ao ego
ao esquecimento e à obsessão.

Sempre humilde sem nunca se deixar humilhar!

domingo, 1 de junho de 2008

Dia (especial) da Criança (porque todos o são!)

Esteiros. Minusculos canais.

Como dedos de mão espalmada,

abertos na margem do Tejo.

Dedos das mãos avaras dos telhais,

que roubam nateiro às águas e vigores à malta.

Mãos de lama, que só o rio afaga.

ESTEIROS

para os filhos dos homens

que nunca foram meninos

escrevi este livro

Soeiro Pereira Gomes











desenho de Álvaro Cunhal