faz de conta que o que é, é!... avança o peão de rei.

...
o mistério difícil
em que ninguém repara
das rosas cansadas do dia a dia.

José Gomes Ferreira

Brel, sempre e eu... j'arrive!

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domingo, 30 de agosto de 2009

Preferia que fosse nas autárquicas em Ourém

Volta a São Paulo
30 de Agosto de 2009 21:06h
Sérgio Ribeiro vitorioso

Artigo
Por Sapo Desporto c/ Lusa

O português Sérgio Ribeiro (Barbot-Siper) confirmou hoje a vitória na Volta a São Paulo em bicicleta, no Brasil, na curta nona e última etapa de consagração, ganha pelo uruguaio Hector Figueras.

sábado, 29 de agosto de 2009

Cá por coisas da vizinhança... uma sonatina

Já me servi desta imagem - quantas vezes? - para contar a historinha de uma andorinha e de uma nadadora-salvadora e de um gato que miava e que por ali andava. Quantas vezes! Ainda nos meses de Março e Abril mais próximos andava por aí, convidado de escola em escola, com a historinha a tiracolo. E voltava sempre feliz, porque tinha vivido uns quartos de hora de bem-aventurança. Bem-aventurança que, pelo menos duas vezes, se prolongou por prendas lindas que me mandaram, uma delas a historinha recontada pelos meninos a quem eu a contara.
Por isso, sim, por isso, ver este pedaço de fotografia nossa a servir de pretexto para uma mensagem de palavras, de sons, de poesia pura (ou natural?) foi bom. Foi, mais uma vez, bom. Ou, dizendo melhor, foi bem-aventurante nesta aventura de estar vivo. E vivo estar.
Além disso, a imagem ganhou uma nova força nos olhos e comentário de uma poeta, talvez ajudada pelo Shostakovski, a força de ser, também, uma pauta musical em que as notas são as andorinhas que escrevem a sinfonia dos sons e dos silêncios destas tardes de ainda verão.
.
Que pena a máquina fotográfica ser tão pobrezinha... mas, se calhar, nenhum sofisticado aparelho de milhares de € transmitiria o que esta foto me/nos transmite. Que é a riqueza humana (e andorinha...) que contém as imagens, ainda que não valorizada pela técnica e pelo talento!

sexta-feira, 28 de agosto de 2009

Umas coisas que acontecem e outras que "me" são feitas.

"Esta" não me volta a acontecer!
... e a minha vida segue como se nada me tivesse acontecido...

Nunca mais me fazem "isto"!
... e "isto" continua a ser-me feito...

domingo, 23 de agosto de 2009

Não esqueço nada!

Nasci em 1935. Já quase em 1936. Poderia ter sido um novo heterónimo de Fernando Pessoa a sobreviver à morte do seu criador. Não fui. Mas vivi o primeiro ano da minha vida no ano em que morreu Ricardo Reis.
Cresci e, como é de uso dizer-se, formei-me num tempo sem televisão, sem computadores, sem telemóveis, sem GPSs.
Cresci e formei-me numa casa e numa família sem telefonia, sem frigorífico (Frigidaire…), sem automóvel, sem outros desses acessórios de vida já então existentes mas ainda raros.
Cresci e formei-me a ir ao teatro, pouco ao cinema, a uma ou outra tourada, uma única vez ao futebol, que ficou inesquecível e fez com que, já crescido mas ainda (sempre) em formação, passasse a ser assíduo frequentador até deixar de o ser.
Cresci e formei-me cuidando do meu físico. Procurando moldá-lo à minha vontade de ser Charles Atlas.
Cresci e formei-me lendo. Lendo muito, ganhando o vício de querer perceber. Aprendendo, aprendendo sempre.
Cá vou vivendo. Enquanto o corpo aguentar. Sem esquecer nada. Ou lembrando tudo. Habituando-me. Habituando-me à televisão, às máquinas de calcular, aos cartões perfurados, aos computadores, aos telemóveis, a seguir ao GPS. Procurando ser do tempo em que sou.

sexta-feira, 21 de agosto de 2009

On n'oublie rien

...c'est tout!
.

On n'oublie rien de rien
On n'oublie rien du tout
On n'oublie rien de rien
On s'habitue c'est tout
Ni ces départs ni ces navires
Ni ces voyages qui nous chavirent
De paysages en paysages
Et de visages en visages
Ni tous ces ports ni tous ces bars
Ni tous ces attrape-cafard
Où l'on attend le matin gris
Au cinéma de son whisky
Ni tout cela ni rien au monde
Ne sait pas nous faire oublier
Ne peut pas nous faire oublier
Qu'aussi vrai que la terre est ronde
On n'oublie rien de rien
On n'oublie rien du tout
On n'oublie rien de rien
On s'habitue c'est tout
Ni ces jamais ni ces toujours
Ni ces je t'aime ni ces amours
Que l'on poursuit à travers cÂœurs
De gris en gris de pleurs en pleurs
Ni ces bras blancs d'une seule nuit
Collier de femme pour notre ennui
Que l'on dénoue au petit jour
Par des promesses de retour
Ni tout cela ni rien au monde
Ne sait pas nous faire oublier
Ne peut pas nous faire oublier
Qu'aussi vrai que la terre est ronde
On n'oublie rien de rien
On n'oublie rien du tout
On n'oublie rien de rien
On s'habitue c'est tout
Ni même ce temps où j'aurais fait
Mille chansons de mes regrets
Ni même ce temps où mes souvenirs
Prendront mes rides pour un sourire
Ni ce grand lit où mes remords
Ont rendez-vous avec la mort
Ni ce grand lit que je souhaite
A certains jours comme une fête
Ni tout cela ni rien au monde
Ne sait pas nous faire oublier
Ne peut pas nous faire oublier
Qu'aussi vrai que la terre est ronde
On n'oublie rien de rien
On n'oublie rien du tout
On n'oublie rien de rien
On s'habitue c'est tout
.

(como eu gostava de ser capaz de escrever coisas destas -já nem digo cantar... Hei-de traduzir isto!)

quarta-feira, 19 de agosto de 2009

Terei lido bem, ou terá sido mal transcrito?

«...o líder do PS de Santarém garante que o candidato a deputado "tem toda a confiança política" do partido apesar dos termos que João Galamba utilizou num espaço público de debate. Acrescenta Paulo Fonseca que "a democracia chegou ao tempo de maturidade suficiente para começar a responsabilizar aqueles que faltam ao respeito aos outros".»

Este "líder" teve a grandiloquente tirada, como lhe é apanágio, sobre a maturidade da democracia e a responsabilização daqueles que faltam ao respeito aos outros, depois de ter garantido toda a confiança política (do partido) a um (seu) candidato que, por uma diferença de opiniões "entre terceiros" em que um disse que o outro era filho de quem é e a ele saía, com uma apostrofação ao "estilo de flatulência política do papá", este candidato a deputado merecedor de toda a confiança política era, em contra (não sei se hei-de escrever contrapartida ou contradiçao), desresponsabilizado de ter faltado ao respeito a outrém, apesar de ter vindo, em espaço público de debate", tomar a defesa de um e chamar filho da puta ao outro.

Palavra que estou baralhado. E tudo aqui, ao pé de casa...

Isto só em ficção... da corda! Até porque, como cantava o Brel, tous les enfants sont fils de quelq'un!

domingo, 16 de agosto de 2009

Num imenso Zambujal...

No Por Ourém, ao regressar da festa do Zambujal, talvez um pouco traumatizado..., coloquei ontem um post com o vídeo do Chico, que supunha ser o do filme Fado, de Carlos Saura.
Afinal não é, e encaminharam-me para este Fado Tropical, chamando-me a atenção para o segundo 40!
Aqui, neste "blog" mais ou menos privado, o deixo com uma ligeira (?) comoção e agradecendo a quem encaminhou para ver este vídeo.

quinta-feira, 13 de agosto de 2009

Incon'ciência?!

Cá por casa ainda não se elaborou nenhum plano de emergência para gripe AH1N1!
Valha-nos S. Roche (lê-se che e não que...)
(estou a escrever isto com os dedos cruzados, a "fazer figas" para que o deus das gripes aviárias e porcinas não me/nos castigue)

Talvez

Talvez este silêncio,
Talvez este silêncio de vozes,
...... talvez esta quietude de casa adormecida
...... mas povoada de gente,
...... com os seus ruídos que só agora se ouvem,
...... dos respirares das pessoas e das coisas,
...... dos estalidos da madeira,
...... dos raros carros que passam, noctívagos.
Talvez!
.
Talvez esta penumbra
Talvez esta luz de luzes apagadas menos a deste candeeiro
...... talvez só o luar que espreita lá de fora
...... pelas portadas que o calor não deixa fechar,
...... estas sombras em volta,
...... estas só silhuetas, contornos, manchas,
...... talvez a cor da noite.
Talvez!
.
Talvez este estar assim
Talvez este estar comigo, sozinho mas acompanhado
...... talvez este cansaço e sono
...... que não se rende ao sonho,
...... este contar de horas poucas e lentas
...... crescendo num dia novo,
...... este apagar-me na necessidade de dormir
...... talvez este querer continuar acordado,
...... vivo.
Talvez!
.
Talvez o silêncio,
...... a penumbra
...... estar assim,
...... sozinho mas não só,
...... este estar comigo.
Talvez!
.
Talvez seja isto…
talvez seja esta a hora das horas.

terça-feira, 11 de agosto de 2009

Valham-nos os netos... de outros.

Num fim-de-semana prolongado, de 5ª a ontem 2ª..., estivémos de avós! Para evitar confusões (e eventuais melindres dos propriamente ditos) eles chamam-nos "tios". E fizeram destes dias uns dias cheios, felizes... e derreadores!

Obrigados, Abel e António (por tudo, em particular pela ajuda informática, de um, e a supervisão engenheira em tudo o que são portas, fichas, chaves e fechaduras, do outro).
___________________________________________________
Publicidade não paga: Aqui por casa está a pensar-se convocar uma assembleia geral para alterar os estatutos e juntar ao "turismo rural", como uma das finalidades da "firma", a de "centro de apoio a pais e avós" para seu (deles) repouso e nosso cansaço voluntário, agradecido e gratuito.

sexta-feira, 7 de agosto de 2009

Será?

Será que, ao caminharmos para velhos (nunca somos velhos, caminhamos para...),vamos ficando menos compreensivos e tolerantes, mais irritadiços, com as manifestações de velhice de quem mais perto está de nós, de quem caminha para velho/a a nosso lado, de mãos dadas?
(a ter em atenção autocrítica!)

quinta-feira, 6 de agosto de 2009

Rai's part'ó bento!

Cansado de ser flagelado pelo vento norte, ou fustigado pelo vento sul (nisto venham os que sebam de origem de ventos e de gramáticos e decidam), o homem resmungou, rezingão: "A norte do sistema Montejunto-Estrela?!... mas aqui é o sistema da Serra d'Aire-Candeeiros!, e mais: ali para baixo, logo depois da curva, o vento amaina... Se isto é verão, não sei nada de estações e de apeadeiros... p'ra qu'é que raio mandei fazer a piscina?... rico investimento!... nem netos, nem nada! Ora bolas! , já estou como aquele lá do norte, tão do norte que até era escandinavo que dizia oxalá que o verão este ano seja num domingo. O Mário Soares, e o Cavaco, e o Durão e este Sócrates deram cabo de tudo... Rai's part'ó bento!...eu disse bento? Também serve... aquele Sporting! Isto é que está uma vida!"

domingo, 2 de agosto de 2009