faz de conta que o que é, é!... avança o peão de rei.

...
o mistério difícil
em que ninguém repara
das rosas cansadas do dia a dia.

José Gomes Ferreira

Brel, sempre e eu... j'arrive!

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quinta-feira, 13 de agosto de 2009

Talvez

Talvez este silêncio,
Talvez este silêncio de vozes,
...... talvez esta quietude de casa adormecida
...... mas povoada de gente,
...... com os seus ruídos que só agora se ouvem,
...... dos respirares das pessoas e das coisas,
...... dos estalidos da madeira,
...... dos raros carros que passam, noctívagos.
Talvez!
.
Talvez esta penumbra
Talvez esta luz de luzes apagadas menos a deste candeeiro
...... talvez só o luar que espreita lá de fora
...... pelas portadas que o calor não deixa fechar,
...... estas sombras em volta,
...... estas só silhuetas, contornos, manchas,
...... talvez a cor da noite.
Talvez!
.
Talvez este estar assim
Talvez este estar comigo, sozinho mas acompanhado
...... talvez este cansaço e sono
...... que não se rende ao sonho,
...... este contar de horas poucas e lentas
...... crescendo num dia novo,
...... este apagar-me na necessidade de dormir
...... talvez este querer continuar acordado,
...... vivo.
Talvez!
.
Talvez o silêncio,
...... a penumbra
...... estar assim,
...... sozinho mas não só,
...... este estar comigo.
Talvez!
.
Talvez seja isto…
talvez seja esta a hora das horas.

5 comentários:

mdsol disse...

:))

GR disse...

Talvez a necessidade de escreveres, para que nós possamos pensar, Talvez.
Lindo!

Um grande bj,

GR

Maria disse...

As insónias costumam trazer-nos pensamentos e palavras poéticas... ou não...
... a tua parece que sim...

:)))

cristal disse...

Ler este poema agora, depois de ter deixado para traz estes dias tããão revigorantes tem outro sabor... Talvez o imprima e coloqueem lugar de destaque para o ir "debulhando". Saudades!

bettips disse...

Talvez...o tempo, esse cinzel agudo.
Uma poetal e luarenta insónia que a gente gosta de ler, nos sussurros que a Casa tem!
Bj