faz de conta que o que é, é!... avança o peão de rei.

...
o mistério difícil
em que ninguém repara
das rosas cansadas do dia a dia.

José Gomes Ferreira

Brel, sempre e eu... j'arrive!

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segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Nota auto-biográfica

Sou, decerto, dos mais prolixos escreventes em português.
Até pela longevidade.
O primeiro texto em letra de forma (e chumbo) foi em 1948, há 63 anos, no Notícias de Ourém!
Já antes, "editara" pequenos contos de "cóbois" aproveitando a novidade de uma Oliveti que o meu pai comprara e que hoje é elemento de decoração (está ali!).
Depois, foi o Mundo Desportivo, a Seara, a Revista de Economia, a Vértice, o Diário de Lisboa, a República, o Jornal do Ribatejo, o Comércio do Funchal, Ourém e o seu Concelho, o Ribatejo, sei lá que mais.
E livros? Já passa de 30 os que passaram pelas tipografias, alguns com a minha escrita em línguas estrangeiras, e há p'raí (des)arrumados, uns tantos, de fabrico artesanal, com tiragem reduzida ou exemplares únicos.
Agora apareceu esta coisa dos blogs e é um ver se t'avias. Escrevo que me desunho.
Prolixo. Mas é pena ser quase tudo p'ró lixo.

Verbalizando a confusão

1. «Eu vi a "impulsão" do prédio. Foi giro... "explodiu" num instantinho!»

2. «'Tás-t' a rir de quê? 'Inda te faço implodir!»

a confusão dos verbos

1. A confusão das verbas?
2. Ou a conjunção dos verbos?
3. Não... a conjugação dos verbos!
4. ... ou das verbas?

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

a confusão dos verbos e/ou da verbalização

1. Um fulano impoluto não é necessariamente filho de uma impoluta...

2. Alguém, para se implementar, tem de estar sempre a implementir?

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

a confusão dos verbos

"... eu acho que eles estavam a ser manietados...", disse um "distinto causídico" quando deveria querer dizer manipulados.
Nem dá para crer!

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

A umbiguidade dos verbaliz(or)ações

A.- Ele não era ambíguo, tinha era um umbigo enorme.
B.- Aquele feitio devia-se à sua ambígua idade.
C.- E, ainda por cima, devia(-se) e não (se) pagava.
D.- A propósito de umbigo, estarei a ser ambíguo?
E.- ... a,d,c,d... e... chegado a cin(i)co, devia acabar (são só dívidas... e pouco soberanas).
F. - ... mas não... isto é como o rifão (uma rifa muito grande?) popular: quanto mais me umbigo mais gosto de mim.
G. - Ou melhor: o pior é começar com ambiguidades impróprias da idade.
... e foram se7e.

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

21 de Janeiro de 1898

Nesta casa
Neste quarto (sem aquecimento e sem quadros de Álvaro Cunhal nas paredes)


Uns quarenta anos depois...

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

Nas voltinhas do Marão

O meu pai fez a quarta-classe lá para os primeiros anos do século xx. Teve de ir a Tomar fazê-la porque cá por Villa Nova de Ourém a instrução primária ia só até à terceira-classe.
Mas foi uma quarta-classe que teve que se lhe diga... além da viagem de carroça para fazer os 25 quilómetros e volta, e uma noite dormida fora de casa. Uma quarta-classe de que ele se orgulhava e de que fazia alarde. Gostava de me "fazer exames", perguntando-me o que eu ia aprendendo, mas era sobretudo para exibir os seus conhecimentos. De todos os rios de Portugal e seus afluentes, por margem direita e margem esquerda. De todas as serras e cordilheiras. Era... espectáculo. Tudo na ponta da língua, mais de quarenta anos depois!
Quando a vida começou a dar, à família que éramos nós três, alguma folga, o chefe (de família e não só...) começou a organizar viagens pelo país. Primeiro, com famílias amigas que tinham carro (os Sales, o "trio" do António Dias), algumas vezes em "carro de praça" alugado para uma volta (sempre pelo norte), mais tarde no automóvel entretanto comprado (acho que foi só em 1953, ele com 55 anos e eu com quase 18).
Como ele gostava de conhecer e passear pelos sítios, lugares, referências que trazia consigo desde aquela quarta-classe.
Andámos pelo Marão, pois então. E não foi fácil. Ele, o chefe, é que guiava. E guiava mal. Devagar, fora de mão e a buzinar! Mesmo depois de eu ter a carta, emancipei-me aos 18 anos para a poder ter, nem pensar passar-me o volante.
Com que ternura e saudade lembro essas viagens, agora que atravesso a A4 (ou lá que número tem...) mas ainda encontro pedaços de caminho que são os mesmos de então!
Como os olhos do meu pai brilhavam quando via os rios e afluentes, e as serras, de que conhecia, há tantos anos, o nome. Que eram os seus rios e as suas serras. Agora, neste outro tempo, os meus olhos também estão um bocadinho brilhantes...

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

ainda a confusão dos verbos

ah! o ta(le)nto que foi preciso para se ter chegado a velho
sem se ter sido adúlt(er)o!

A confusão dos verbos - ou das verbalizações

Olho para eles, e não sei se a incompatibilidade é
  • de génios
  • de géneros
  • de gémeos
  • de grémios

mas que a há, há... é como as bruxas!

sábado, 15 de janeiro de 2011

A confusão dos verbos (e dos substantivos, e dos adjectivos, e das interjeições)

Daquelas que, sem que as procure, me caem debaixo dos olhos, e eis que me interpelam:

  • "A minha escolha, de certeza, que não recai naquele que interpolado na rua por uma velhinha...»;
  • «SR presidente cavaco silva sou eis aluna do...»

A confusão dos verbos

Ao princípio era o verbo?
Não... no afinal era a verba!
.
Tens de controlar aquela rotunda!
O que estás a dizer não conduz com o que escreveste ontem.
Não conseguiste? Tens de te confrontar!

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

De noites e de corpos

Deitei-me relativamente cedo. Na cama grande porque, ontem, vazia; pequena porque... pequena.
Li umas páginas. Poucas que o cansaço venceu o interesse do livro. Que o tem, mas não que roube horas às poucas horas para dormir.
Deixei-me adormecer.
Não sei se pouco se muito tempo depois, pressenti que um um corpo se moldava ao meu corpo. Sem me acordar para além do pressentir. Delicadamente.
Soube bem... Tranquilizou o sono tranquilo.
Algumas horas se teriam passado. Assim. Dois corpos ajustados.
Quando a luz do dia começou a espreitar pelas frinchas das portadas, tirei um braço de debaixo da roupa e tacteei o corpo que, ao lado do meu, resistia a acordar. E que lançou uns miados de sussurro. De gato mimado e feliz. Como só os gatos. Como só o nosso. Como só o Mounti.
.
Bom dia!

sábado, 1 de janeiro de 2011

... para quê? Ora... PORQUE!

Há momentos em que um fulano se pergunta para quê?,
em que só pensa quando é qu’isto acaba?
e em que só quer atirar a toalha ao chão!
[não por cansaço da luta, não por força do inimigo,
por coisas cá nossas, por sacanices d’alguns nossos (serão?...)]

para quê?
PORQUE!



Mas isso passa depressa…
o grande problema é ter de rebocar outros,
os que perguntam para quê?
e não têm a resposta PORQUE!

refeito a 01.01.2011