faz de conta que o que é, é!... avança o peão de rei.

...
o mistério difícil
em que ninguém repara
das rosas cansadas do dia a dia.

José Gomes Ferreira

Brel, sempre e eu... j'arrive!

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sexta-feira, 29 de outubro de 2010

As inustiças e as causas da injustiça

As injustiças só o são, só se "materializam", se os que as sofrem as sentem como injustiças.
Se os injustiçados não sentem as injustiças, elas, sendo-o, é como se não existissem.
É nossa obrigação ajudar a que os injustiçados sintam/tomem consciência das injustiças para que se possa combater e vencer as causas da injustiça.

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

Da mesa do canto do Canto da Vila - 8

Hesito:
O que é que ela, aquela esposa toda"produzida", é mais:
é mais feia ou é mais antipática?
Resolvi:
é antipaticamente feia...
Não!:
... é feiamente antipática.
São só adereços pequenos-burgueses de nova-rica em desespero dada a eminente nova-pobreza.
Talvez venha a recuperar raízes.
Duvido... mas nunca perco a esperança!

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

EnCURRALado

1ª questão prévia - já comia em restaurantes com toalhas de papel antes da "crise".
2ª questão prévia - de há uns anos para cá tenho vindo a "especializar-me" em Presunto, Zé da Azinheira/Canto da Vila, Borsalino, Curral, além do "meu" Xico Santo Amaro que passa de avós para netos e bisnetos.
Agora, são os papeis do enCURRALado, depois das borsalinadas e dos papeis da mesa do canto do Canto da Vila.
  • Olho para a televisão. Põem o puto a dizer, alarvemente, não gosto de perder nem a feijões... e assim o ensinam a não saber ganhar nem a milhões!
  • A culpa é - sempre! - dos governos anteriores. Sempre? Não o é quando o governo anterior é da mesma cor (de rosa...) do actual. Também seria assim se fosse de outra cor (de laranja) como se só houvesse as duas!

domingo, 17 de outubro de 2010

às duas por três (a terceira fica para a próxima)

REFLICTO(-ME)
Se por ti passo e em ti me vejo
forte, são e escorreito... tão jovem!,
porquê a mim me devolves
cansado, feio e triste, tão velho?



ESCONDO(-ME)
Escondo-me atrás das palavras
- jogo, brinco, funâmbulo -,
construo barricadas, trincheiras.
Assim me defendo, lúcido a adiar a lucidez,
... talvez!

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Coisas que me passam pela cabeça

... e então Marx disse: a religião é o ópio do povo... acabe-se com a religião!
Vai daí, Lenine fez o decreto e Staline pô-lo em execução (já vão dizer: executou-o!... 'tou mesmo a ver...).
(é para lembrar isto que servem os anónimos!)
.
Entretanto, o Ser Supremo reagiu, entrou na luta de classes. Com a ajuda de Keynes, e este com o argumento de que era preciso manter a procura efectiva, pôs os desempregados a construir estádios ao lado das basílicas (nalguns casos no sítio das ditas) que ninguém sabia para que serviam mas, ao 7º dia, em vez de descansarem, os dois inventaram o futebol.
Os desempregados passaram a ir ao futebol gastar o subsídio de desemprego. Isto enquanto o Ser Supremo não inventa outro ópio que, este já tem os dias contados, isto é, os estádios vazios.
Cá pelo rectângulo ibérico, para nos fazer crescer a auto-estima por ele, o Sócrates (con)sagrou-se o Primeiro Ministro dos Maiores Mentirosos (1º MMM), com direito a lugar no Guiness (pretinha e não muito fresca, se faz favor). Do mesmo lado, o Passos (de) Coelho anda na procissão dos ditos, com os olhos no chão à procura da responsabilidade que parece que perdeu e da maturidade que nunca teve (isto é o que dizem...).
Por fim - como podia ter sido no princípio, mas este fica para o verbo -, também há quem diga que o doutor Cavaco, de sobrenome Presidente da Silva, se atirou ao mar salgado quanto do teu sal são lágrimas de Portugal.
.
Desculpem lá qualquer coisinha...
A culpa é dos anónimos. E vivam os Jerónimos!
Mas não o Mosteiro, os de Sousa.

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

O desastre do disparate, do discurso da responsabilidade, da inevitabilidade, e etc.

Chegámos a um ponto (de situação) em que o desnorte é tal que se cita Lenine... "como dizia Lenine e agora que fazer?" depois de se ter aceite como coisa inamovível que não há nada a fazer.~

Não seria bom ler "A Catástrofe eminente e os meios de a combater"?

sábado, 9 de outubro de 2010

Da mesa do canto do Canto da Vila - 7

"Não estamos aqui para falar de política...", disse ele.
Nem sabia ele, o pobre, que - ao dizê-lo - não só estava estava a falar de política como estava a fazer política. Da pior. Da que faz-de-conta que não é política!

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Da mesa do canto do Canto da Vila - 6

Há uma certa idade, ou altura da vida, em que o cinismo se instala. E, depois, nalguns não se desinstala... Entalou-se.

Da mesa do canto do Canto da Vila - 5

Agora é tarde... e tenho pena!

Ai, ai... o FMI!

Para que o FMI não venha aí,
"eles" fazem já
o que o FMI faria aqui
se viesse cá

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Já nada é certo... de tão certas querermos fazer as coisas

Antigamente (tantas vezes escrevo este advérbio!) havia esperas e mistérios, esperanças e adivinhações, que davam outro encanto à vida.
Será menino ou menina?... e só se sabia naquele momento mágico em que uma outra vida começava a sua longa caminhada para a autonomia.
Irá fazer sol ou chuva no dia do almoço programado para Outubro?, poderá ser ao ar livre ou teremos de ir para debaixo de telha?... e ficávamos na duvida até o dia chegar, e verificarmos que nos esqueceramos do guarda chuva para chegar ao restaurante.
Os tempos mudam. Porque os fazemos mudar. E a eles, aos tempos novos por nós mudados, nos temos de ir habituando.