faz de conta que o que é, é!... avança o peão de rei.

...
o mistério difícil
em que ninguém repara
das rosas cansadas do dia a dia.

José Gomes Ferreira

Brel, sempre e eu... j'arrive!

Loading...

segunda-feira, 29 de março de 2010

Histórias ante(s)passadas - Rua Possidónio da Silva

Na cadeia, nos idos tempos do Aljube, Caxias, Peniche e mais tarrafais, contava-se uma estória que o tempo veio moldando na minha memória, e que talvez nem se tenha passado. Ou que, naturalmente, não se passou assim.
.
No começo do interrogatório, o chefe de brigada entrou na sala quadrada com a mesa e as duas cadeiras, preparada para a tortura do sono ou outras, e usou as por vezes "falinhas mansas", civilizadas, de tenteio.
- "Nós não fazemos mal a ninguém, ao contrário das calúnias e coisas que vocês propagam. Até vos queremos ajudar... e etc. e blá, blá, blá, blá. Só queremos esclarecer umas coisitas. Que aliás sabemos... Nós sabemos tudo, mas gostamos que confirmem. Para vosso bem. Depois... é só assinar o auto e ir para casa. Vamos lá a ver... Qual era o seu pseudónimo?"
- "... o meu quê?..."
- Mau! Não comece com fitas. Aquele nome que vocês usam lá no partido para se esconderem uns aos outros, e de nós, da polícia... Vá lá... para cá o pseudónimo..."
- Sei lá o que é isso... a única coisa parecida com isso que conheço é o nome de uma rua, e não é pseudónimo é Possidónio da Silva*, e julgo que foi um arqueólogo do século XIX...
.
Parece que o interrogatório começou logo a correr mal, pois os pides passaram de imediato da conversa civilizada e introdutórias a outros métodos. Nada mansos.
__________________________________
* - Possidónio da Silva (1806-1896), fundador em 1863 da Associação dos Arquitectos Civis e Archeólogos, tem rua (com busto) em Lisboa, na freguesia de Santo Condestável.

segunda-feira, 22 de março de 2010

Cada um e Todos

  • Cada um no seu labirinto. À procura de saídas, cada um sem lobrigar a porta de cada um dos labirintos que dá para o largo aberto e amplo e claro e arejado dos encontros e da solidariedade.

  • Cada um no seu novelo. A catar nos nós dos fios emaranhados, cada um enrolado no seu novelo sem reparar no fio livre e solto que o poderia conduzir, cada um, ao espaço onde tecer a teia com os fios livres e soltos dos novelos dos outros.

  • Cada um no seu galho. Em equilíbrio instável, tentando não cair, cada um tão concentrado que distraídos todos da árvores e dos outros ramos dela, onde outros, nos seus galhos, se equilibram dificilmente, quando todos (ou muitos) poderiam estar em ramos mais altos e mais fortes, e chegar, entre-ajudando-se, aos frutos e aos raios de sol.

quarta-feira, 17 de março de 2010

Momentos de viragem. De translucidez. Ao passar na Rua da Terra Fria, a olhar para os Castelos.
Um daqueles momentos! Efémeros.
Hei-de lá ir tirar a fotografia. Ao sítio tantas vezes vivido.
Mas já perdi A oportunidade. O tempo de ser eu a tirar, naquele momento, aquela fotografia.

terça-feira, 16 de março de 2010

domingo, 14 de março de 2010

Boa tarde

Afinal...
afinal não era só cansaço e preguiça!
Depois de um dia "esquisito", cheio de frio, fui ver a febre... e estava acima dos 38º! Porquê? Sei lá,... Talvez uns excessozitos, também com algum sol (tão bom...) à mistura.
Tratamento de choque! Dormir, dormir... e parece já estar tudo no bom caminho, nos carris.

Obrigado pelos cuidados (eh!, eh!).

sábado, 13 de março de 2010

Bom dia

Vindo de Almeirim, deitei-me muito tarde (ou já era cedo?...)
E de manhã foi assim:
.
.
Acordar e deixar-me ficar.
Esticar o tempo de sono,
esticar o corpo
… esticar-me!
Deixar-me ficar,
adormecido,
esquecido.
Prolongar o vazio,
não abrir os olhos,
rejeitar a luz que invade o quarto,
não ouvir os ruídos que enchem a casa;
virar-me entre os lençóis,
mergulhar a cara na almofada.
.
Deixar-me ficar...
... assim.
.
Quero lá saber das horas que serão
e do que há para fazer…
deixar-me ficar...
.
(…)
(...)
Porra!,
tenho de ir mijar!
Tenho de me levantar!
.
O quê? Ainda não são dez!
.
Pronto... vamos lá começar o dia!

terça-feira, 9 de março de 2010

No café* destes interlú...dicos

No café* destes interlú...dicos da fisioterapia d'ela,
enquanto esperar é preciso!
.
E aqui?,
neste lugar,
para esta (nossa) gente...
o PEC (ado)?
... será que existe?,
ou mora ao lado?
... ou estamos a sul do equador?
.
Lá, no nosso canto, canta o rouxinol
(e que bem canta!),
mostraram-se as andorinhas,
o sol espreitou e afuguentou o frio
... por pouco tempo...
que o tempo não está seguro...
.
(depois de ler o Ourém e o seu Concelho)
A política cá por Ourém**
Há ou não há oposição em Ourém?
Antes... o PSD/Catarino iludia, esmagava, agredia a oposição.
Hoje, o PS/Paulo Fonseca & Cª. ilude, menospreza, seca a oposição.
A oposição existe... mas a/s situação/ões faz/em de conta que não.
________________________________________
* - mais carioca de limão...
** - esta vai (também) para outro blog

sexta-feira, 5 de março de 2010

A chuva a tamborilar nas clarabóias...
Estou farto desta música!
"Isto" está tudo a "meter água"...
Porra que já chega! Basta!