faz de conta que o que é, é!... avança o peão de rei.

...
o mistério difícil
em que ninguém repara
das rosas cansadas do dia a dia.

José Gomes Ferreira

Brel, sempre e eu... j'arrive!

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quinta-feira, 31 de janeiro de 2008

"Pinçamentos", "sintenças" e "afodismos"

Ando p'ráqui com uma dúvida lixada. O que é que será melhor (ou pior?):
.
um fulano sentir-se superior e sofrer de complexos de inferioridade,
ou um fulano (e até pode ser o mesmo) sentir-se inferior e sofrer de complexos de superioridade?!

Poemas cucos - 5

Poemas cucos[1]
(traduzidos ou adaptados “à maneira”)


À maneira de Jean Gabin (ou ouvindo-o cá dentro)

Agora sei
(porque aprendi)
que nunca aceitei a obrigação cruel de ser fiel

Agora sei
(porque aprendi)
que sempre cumpri o dever moral de ser leal





(tem muitos antecedentes
e muita continuação)
____________________________
[1] Os cucos são aves conhecidas por chocarem os ovos em ninhos feitos por outros/as; também se aplica o epíteto a algumas “aves” humanas que se aproveitam do trabalho dos outros/as

Frases que ficam do dia vivido

Não sou capaz de ir ao que é preciso sem, antes, deixar esta frase que, depois de a ter ouvi/lido, nunca mais me largou:

Eram per...feitos um para o outro!
.
.

segunda-feira, 28 de janeiro de 2008

Poemas cucos - 4

Poemas cucos[1]
(traduzidos ou adaptados “à maneira”)


À maneira de Daniel Filipe (com uma ajudinha do Ari)

(…)
Pelos homens, pelas mulheres, pelos trabalhadores
pelos meninos tristes suburbanos, pelas viúvas sós e rurais,
contra o peso da impotência, contra o medo,
contra a mentira e a calúnia e tudo o mais
contra a exploração e a miséria, a fome e a sede

Lutaremos, camaradas!

Na aparência sozinhos, muitos, muitos mil,

por Abril lutaremos, meu amor!
__________________________
[1] Os cucos são aves conhecidas por chocarem os ovos em ninhos feitos por outros/as; também se aplica o epíteto a algumas “aves” humanas que se aproveitam do trabalho dos outros/as.

domingo, 27 de janeiro de 2008

Poemas cucos - 3

Poemas cucos[1]
(traduzidos ou adaptados “à maneira”)


À maneira de Nazim Hikmet

Por minha fraqueza, mas não só a minha,
por algum tempo me separaram do meu Partido;
mas não me importei
porque eu continuei a ser Partido

Por nossas fraquezas,
já muitas vezes tentaram acabar com o nosso Partido;
mas nunca conseguiram
porque nós continuámos e continuamos a ser o Partido

Não fiquei esmagado
sob a tortura e o comportamento

Não fomos destruídos
nem pelos de fora e nem pelos "de dentro"!

_______________________
[1] - Os cucos são aves conhecidas por chocarem os ovos em ninhos feitos por outros/as; também se aplica o epíteto a algumas “aves” humanas que se aproveitam do trabalho dos outros/as.
_____________________________

Hoje, o "cuco" andou "à coca". Ficou muito em carteira...

Poemas cucos - 2

Poemas cucos[1]
(traduzidos ou adaptados “à maneira”)

À maneira de Manuel Freire
a cantar Saramago “ouvindo Beethoven”

(…)
Acredito que decretos e censuras,
polícias e prisões,
grades e bastões,
não chegarão para impedir que a Justiça e a Verdade vençam.
Acredito que hão-de chegar o tempos das surpresas,
depois de tanto tempo de não-surpresas.
___________________
[1] - Os cucos são aves conhecidas por chocarem os ovos em ninhos feitos por outros/as; também se aplica o epíteto a algumas “aves” humanas que se aproveitam do trabalho dos outros/as

Poemas cucos - 1

Poemas cucos[1]
(traduzidos ou adaptados “à maneira”)

À maneira de Brecht

Há homens que um dia passaram por Ourém, são os turistas;
Há outros que viveram em Ourém uns tempos, ou em Ourém viveram a vida toda, como se fosse algures, são os passantes;
Há aqueles que nasceram em Ourém, são os originais;
Há, destes, os que ficaram por Ourém, são os nativos;
Há, ainda destes, os que de Ourém partiram para Franças e Araganças, são os emigrantes;
Há aqueloutros que parece que têm raízes nas terras de Ourém e aqui desejaram ou escolheram viver, são os oureenses;
Há um senhor que não gosta (para não dizer mais!) de Ourém e dos oureenses, é o Presidente da Câmara de Ourém.
___________________________
[1] Os cucos são aves conhecidas por chocarem os ovos em ninhos feitos por outros/as; também se aplica o epíteto a algumas “aves” humanas ou a suas "obras" que se aproveitam do trabalho dos outros/as.

quinta-feira, 24 de janeiro de 2008

Páginas de um "diário" interrompido

As noites, as escassas horas em que o horário e o cansaço me obrigam a procurar repousar e dormir, estão a ser, nestes últimos dias, aquilo que parece que têm de ser e o contrário do que deveriam para de sono e repouso serem.
Adormeço, com dificuldade e quando a tal me obrigo, adormeço a pensar no que ficou por fazer, e na manhã acordo, se acaso dormi, com algumas muitas ideias “arrumadas”, como apontamentos a passar a limpo e a desenvolver. E apresso-me a saltar para aqui, para a “escrita”, para que as ideias não se percam, não se atropelem com as coisas do dia-a-dia.
Mas, antes, tive de vestir qualquer coisa por cima do corpo, logo tive de tratar da refeição do Mounti (primeira e exigida tarefa), de ir à casa de banho, de ao menos preparar o meu pequeno-almoço (que adio para mais daqui a bocado…), de abrir as cortinas, de espreitar o tempo que faz lá fora, de esperar que este computador cumpra, lento, lento, todo o seu percurso para ficar operacional. Impaciente e receoso porque… às vezes...
E quantas ideias trazidas da cama já fugiram?
Não, não vou ver se há “correio” nocturno, se amigos comentaram os “posts”. Antes, vou fixar – aqui e já! – as ideias que ainda não se perderam, as que resistiram ao que foi este despertar no caminho e no tempo para aqui chegar.
Sobre a tão significativa “ficha de prestador de serviços” para a Global Notícias Publicações, S.A., que li antes de apagar a luz, sobre esta crise do capitalismo que explodiu e que, dizem eles…, nem é recessão, sobre a “mosca tonta” que imito, à volta do problema solúvel que é a dolorosa dissolução da Som da Tinta que estou a tratar com a impotência de um génio perante uma equação insolúvel, sobre umas “merdices” do Juventude Ouriense, e os insultos e as calúnias, e a maldade e a mesquinhez, sobre a “venda especial”, hoje, do Avante!, talvez sobretudo, decerto sobretudo, sobre as frases com que quero arrancar para mais umas páginas do “livro”, agora que já passei o Rubicão, ou o “cabo das tormentas” da prisão, dos interrogatórios, da tortura, da cadeia, do ”tribunal plenário”, da saída de Caxias, do ”depois”, sobre este diário interrompido. Sobre esta luta contra o tempo, contra o ser como estou, contra este caos que quero controlar, sobre tudo. Sobre tudo o aqui fixado, e o mais que falta, e que tem de ser tratado, desenvolvido, nos seus lugares e suportes físicos, materiais.
Quanto vai ficar por fazer, primeiro adiado, depois esquecido ou ultrapassado?!

terça-feira, 22 de janeiro de 2008

Natureza morta - 1

... ou Banana-dólar
.
VIDAVERDE
PREMIUM
BANANAS
ECUADOR

"Pinçamemtos", "sintenças" e "afodismos"

As primeiras, ou, como se dizia na agricultura (quando tal havia), as primícias :

  • Porque o mundo está torto e as gentes "envenenadas", a primeira preocupação é saber "quem foi (ou foram) os culpados", para de imediato se condenar(em), sem julgamento, sem audição dos acusados e essas minudências. Tantos juízes.
  • Cá por mim, sempre a evitar intoxicações, acho que deveria, primeiro, procurar saber "porque é que foi assim, quais as causas".
  • Não deve ser maior o empenho em dizer a "última palavra" do que em fazer o "primeiro gesto"!
  • Até porque se diz com ar de menosprezo uma grande verdade: "o primeiro milho é dos pardais", e, tantas vezes!, não sobra milho...
  • Tenho muito orgulho em ter tomado o partido daqueles que "primeiro, a auto-crítica".

segunda-feira, 21 de janeiro de 2008

Os amigos dos nossos amigos...

... nossos amigos são!
O Otelo (que saíu melhor que o padrinho) já era. agora junta-se-lhe a Ginga, que bem merece o título e o ceptro da madrinha.

domingo, 20 de janeiro de 2008

Poema pouco original do MEDO

Um amigo tem o excelente hábito de me desejar (e não só a mim) "bom fim-de-semana" enviando um poema à sexta-feira. Escolhe sempre bem... mas desta vez tão bem escolheu que acho que devo reproduzir este poema pouco original do mede, do Alexandre O' Neill
POEMA POUCO ORIGINAL DO MEDO
O medo vai ter tudo
pernas
ambulâncias
e o luxo blindado
de alguns automóveis

Vai ter olhos onde ninguém os veja
mãozinhas cautelosas
enredos quase inocentes
ouvidos não só nas paredes
mas também no chão
no tecto
no murmúrio dos esgotos
e talvez até (cautela!)
ouvidos nos teus ouvidos

O medo vai ter tudo
fantasmas na ópera
sessões contínuas de espiritismo
milagres
cortejos
frases corajosas
meninas exemplares
seguras casas de penhor
maliciosas casas de passe
conferências várias
congressos muitos
óptimos empregos
poemas originais
e poemas como este
projectos altamente porcos
heróis
(o medo vai ter heróis!)
costureiras reais e irreais
operários
(assim assim)
escriturários
(muitos)
intelectuais
(o que se sabe)
a tua voz talvez
talvez a minha
com certeza a deles

Vai ter capitais
países
suspeitas como toda a gente
muitíssimos amigos
beijos
namorados esverdeados
amantes silenciosos
ardentes
e angustiados

Ah o medo vai ter tudo
tudo

(Penso no que o medo vai ter
e tenho medo
que é justamente
o que o medo quer)

*

O medo vai ter tudo
quase tudo
e cada um por seu caminho
havemos todos de chegar
quase todos
a ratos

Sim
a ratos


Alexandre O’Neill

quinta-feira, 17 de janeiro de 2008

Às vezes dão-me assim coisas...

Vejo o post abaixo deste e tenho pena.

Às vezes dão-me assim coisas... E esta (coisa) dos blogs é, para mim, uma forma de comunicar que tem o seu quê de catártico, com a enorme mais valia de proporcionar uma comunicação entre gente que já conhecia, ou que não conhecia e fiquei a conhecer, amigos com quem gosto muito de comunicar. Embora, às vezes..., apareçam uns intrusos, embora saiba de quem os lê, com quem comunico, mas que não faz comentários, isto é, não dá troco.

Não puxo nada pelos comentários, e ter 6/7 comentários diz-me que o post foi um êxito, relativamente,claro, ao que me traz aqui, a aqui estar em contacto convosco.

Mas... vejo o comentário abaixo e tenho pena. Fi-lo com muito cá de dentro, acho que as fotos sairam mesmo bem, que aquelas figuras escultóricas, onde estão, o que contam... mereciam outra atenção. E fiquei, parado, à espera, sem vontade de meter um post por cima dele. Sem o querer ultrapassar. Dando-lhe oportunidades... e mantendo a esperança de que melhor se reparasse nele e no que diz.

E pronto. Passou o prazo de validade.

Fiquei com pena e, embora grande a satisfação pelo que li nos 3 comentários, pequena é a satisfação por terem sido tão poucos.
Às vezes acontece um desabafo. É que "aquele post", tendo sido eu que o pus, ganhou algo de vida própria. Conta muito no que mostra e no que procurei dizer. O que lhe deu origem foi um murro no estomago (mérito de Leopoldo de Almeida, fruto do local). Se calhar, inconscientemente, quis que o post o fosse também, saiu-me bem (em autocrítica)... e não o foi ou só o foi assim, a escapar. Paciência...
Às vezes, temos coisas... E eu tenho esta coisa de as dizer.

segunda-feira, 14 de janeiro de 2008

Moçambique - só amostras - 33 e 34

Em "Moçambique", primeiro foram algumas amostras dos "bichos", daquela natureza exuberante do "Parque Krüger". Aliás na República de África do Sul... mas de Moçambique é a cidade, a capital - Maputo. Também aqui trarei algumas amostras. E começo por duas que muito me impressionaram.
No "forte", na parte baixa da cidade, no pátio interior, a estátua equestre de António Enes, para ali retirada do largo de Lourenço Marques onde pontificava, e tudo bem,,, e dois paineis de Leopoldo de Almeida, um retratanto a ocupação do território, a que daria o título-legenda a glorificação da barbárie,
e outro sobre a rendição de Gungunhana (Ngungunhane, que este era o seu nome), a que chamaria a humilhação a fio de espada.
Senti vergonha ao ver aquelas "patrióticas" (e artísticas) imagens. Porque a minha condição de homem e de português não nasceu comigo e continuará depois de mim com o que cá ficar após a minha passagem.

domingo, 13 de janeiro de 2008

Nesta coisa dos blogs criam-se verdadeiros "clubes de fãs". Os dos próprios blogs ou os de personagens deles. Começo por me afirmar o fã nº 1 do blog de uma senhora que se pseudonima justine e também o fã nº 1 do gato dessa dona (e que não é só dela!) a que os donos deram o nome de mountolive, mounti para o "clube". E até criei, a partir deste blog, alguma estimulante concorrência (que palavra mais vilipendiada!) com o quartetodealexandria no tratamento de alguns temas.


Assim sendo, sem prejuizo da sempre renovada, post a post, admiração pelas fotos e pelas legendas editadas, às vezes... irrito-me. Porque a dona justine podia, sem grande trabalho, fazer ainda melhor no que respeita às fotos. Coloca-as sempre como entraram na (e sairam da) máquina, sem o mais ligeiro retoque no recorte ou na cor. Daí que o mounti, às vezes, podia ser ainda mais valorizado. Como merece...


Por isso, sem me querer armar em esperto (que bem pouco experto sou!), atrevo-me, cumprimentando a dita dona pelo post de onde "roubei "estas duas fotos, apresentá-las com ligeiras alterações.
"Olá! Era o que me faltava...
ser metido nestas coisas lá deles. "
"Estarei um bocadinho melhor... mas não valia a pena o trabalho.
Sou sempre, de qualquer maneira, uma vedeta!"

Noite e nevoeiro

Sempre, sempre na memória, por vezes gritando tão alto que cala todas as outras vozes:
(Nuit et brouillard,
de Jean Ferrat
... On me dit à present que ces mots n'ont plus de cours
Qu'il vaut mièux ne chanter que des chansons d'amour...)
.
Isso nos dizem,
.
que depois de moderados os excessos revolucionários e das cartas ao FMI. que depois da Europa connosco e da entrada para a então CEE, que depois da moeda única e do controlo da inflação, que depois do défice controlado e fim do despesismo, que depois de se deixar de fumar e de se controlar o terrorismo, que depois das Afganislónias que já foram e continuam, dos Irãosiraques que estão a ser e continuarão, que depois de se porem na ordem os Fideis e os Chávez (e o PCP, claro), que depois de fazer da China e de tudo o resto um mercado mundial, que depois do tratado e de subir as taxas de juro porque a inflação é que não, que depois das reformas (indispensáveis, indispensáveis) na saúde e na educação e nas funções públicas, que depois de ficar tudo (mas tudo!) porreiro, pá!(*).
.
que depois destes sacrifícios (e daqueles e daqueloutros), que depois destas necessárias restrições aos direitos de trabalhadores e às liberdades de (quase) todos, que depois (ah! depois...), depois é que será! Aguentem que vão ver...
.
_____________________________________________.
(*) Como disseram, anteontem, Kissinger ao Pinochet e Reagan ao Gorbatchov e, hoje, Sarkosy a Blair, traduzindo, nas respectivas línguas, o que disse, há dias, Sócrates a Barroso (ou foi o Barroso ao Sócrates?), e anteontem e ontem terão dito o Soares ao Sá Carneiro, o Cavaco ao Guterres, o Paulo Portas ao Santana Lopes.

sexta-feira, 11 de janeiro de 2008

Moçambique - só amostras - 27 a 32

Hoje à noite... há leões!

O chamado "safari" nocturno começou ainda de dia.

Mas depressa se fez noite... e não se via nada.


Olha!, olha!... lá estão eles.

Holofotes para lá, "holofotes" para cá.

Mas que chatice... aqui temos de ir nós, acertando o passo. Turismo obriga!


Adeus "ó vai-te embora"! Deixem-me cá sossegado com a família e a lua.

quinta-feira, 10 de janeiro de 2008

Hoje, que

Um cansaço da Pátria (deles...)
um cansaço da Terra (deles...)
um cansaço de mim

Cansado daqueles de lá
cansado destes de cá
cansado de eu ser assim

Valha-me não o meu deus mas tu
valha-nos não nossa senhora mas nós
alguém... os filhos de ninguém

Que depressa cresça a raiva e a luta
e que a esperança não tarde a multiplicar-se!

Moçambique - só amostras - 26

... e ela, olimpicamente, virou-nos o traseiro. ("Arranja uma máquina melhor, ó pelintra!")

Mas ainda faltava o chamado "safari nocturno"! Nós logo à noite conversamos...

Moçambique - só amostras - 25

Não rumámos para ela, mas "zoomámos" para ela. (Ah!, como gostaríamos de ter outra máquina... e outro talento fotográfico!)

Moçambique - só amostras - 24

Não queríamos era ir emboar do "parque sem "apanhar" um leão. E, já perto da saída, que sorte! Lá ao fundo, uma leoa. Foi uma alegria!

Moçambique - só amostras - 23

Embora este não seja um programa de fotos pedidas, gostaríamos de satisfazer pedidos de alguns estimados visitantes. Macacos, orangotangos e "gente" dessas "raças" mais parecidas com as nossas? Difícil. A macacaria estava arredia. Lá muito ao longe vimos uma "família", no leito sêco de um rio. E este foi o que conseguimos apanhar mais perto. Mas eles andam por aí, fora dos "parques", tão perto e tão parecidos...

Moçambique - só amostras - 22

De vez em quando, sentíamo-nos observados. Eram as aves... de vigilância!

quarta-feira, 9 de janeiro de 2008

Moçambique - só amostras - 21


Pássaros a molhar as patitas, mesmo aqui; hipopótamo de molho (como sempre!); família de elefantes a brincar lá ao fundo.

Moçambique - só amostras - 20

Simpático pareceu(-nos) este casal do rinocerontes. Pachorrentos...

Moçambique - só amostras - 19

Os bisontes também são cá umas bisarmas... e nem sempre com ar simpático!

terça-feira, 8 de janeiro de 2008

Moçambique - só amostras - 18

Tudo bem. Tudo calmo. Em coexistência pacífica... depois de imposto o respeitinho, que é muito bonito!

Moçambique - só amostras - 17

... até que um (terá sido um macho novo, disseram entendidos) não gostou dos "mirones". Voltou-se para nós, deu dois passinhos (!!!) na nossa direcção, atirou cá um urro ("qu'é que vocês querem?!"... terá sido?).
O que foi foi um senhor susto, melhor... um senhor elefante susto.
Não percebo é como a foto não ficou (mais) tremida!

Moçambique - só amostras - 16

... e juntando-se do outro lado,

Moçambique - só amostras - 15

Não há fumo sem fogo, como não há bosta sem autores da dita. E ei-los atravessando, calmamente a estrada... e sem ser na passagem dos peões, nas "zebras".



segunda-feira, 7 de janeiro de 2008

Moçambique - só amostras - 14

E elefantes? Até agora, até esta foto (da Maria Fernanda)... só bosta dos ditos!

Moçambique - só amostras - 13

A tartaruga na sua ilha.

Moçambique - só amostras - 12

As zebras são discretas. Ninguém diria... com aquela vestimenta!


domingo, 6 de janeiro de 2008

"Pinçamentos", "sintenças" e "afodismos"

Ainda do canhenho "moçambicano", ou seja, ainda moçambicando... (se calhar com plágios à mistura):
*
- ninguém dá por nada
*
- nunca se dá o caso de
*
- não há quem dê a outra face
*
- ninguém se dá a esse luxo

(na "Ilha dos Portugueses", frente a Inhaca):
*
- tenho a funda consciência de que nada posso fazer sozinho e sinto a angústia da incapacidade de mobilizar e de liderar
*
- no meio do silêncio puro, selvagem, (quantos ruídos!) a música do vento no gargalo da garrafa

Moçambique - só amostras - 11

De repente, alguém que connosco ia e bem conhece aquilo tudo, com "olho de lince", gritou "parem!... olhem aquela árvore!". E nós olhámos... e fotografámos!

Moçambique - só amostras - 10

Impalas apareceram-nos às centenas. Como esta, de que se faz um "grande plano" para se verem as carraceiras em missão de "front-line" .

Moçambique - só amostras - 9

Já tínhamos usado os binóculos. Tínham-nos chamado a atenção para girafas. Lá ao longe...
E nós todos satisfeitos. "Olha girafas!"... e passávamos os binóculos! Até que...

Moçambique - só amostras - 8

Entrámos no "Krüger" timidamente. Ad(i)vertidos de que, por vezes, os animais não aparecem... Por isso, começámos logo a fotografar... montes feitos por formigas. Lá dentro estão termitas... diziamo-nos nós, a entusiasmarmo-nos.

sábado, 5 de janeiro de 2008

Moçambique - só amostras - 7

Instalados. Tão perto do Parque Krüger. Mas, por enquanto, bichos... só destas "aves" que passam a correr nas traseiras do "bungalow".

"Pinçamentos", "sintenças" e "afodismos"

*
- quero ser igual a todos outros porque sou igual a todos os outros,
*
- mas sou diferente de cada um de todos os outros
*
- ... porque quero ser igual a todos os outros.

*
-ser sempre solidário,
*
- por isso, tantas vezes solitário.

Moçambique - só amostras - 6

Instalados. Bem. Até dá para tomar uma notas. Uns "pinçamentos", umas "sintenças", uns "afodismos". Ainda há quem diga que... não dá para.

Moçambique - só amostras - 5

Instalados. O "Pestana" já lá chegou, nós também... o pessoal da limpeza vem a caminho, já deixou a ferramenta.

sexta-feira, 4 de janeiro de 2008

Viagem a Moçambique - só amostras - 4

Na primeira estação de serviço na R.A.S., uma Tasca Portuguesa e um anúncio ao Café Sical.

Viagem a Moçambique - só amostras - 3

Passada a fronteira com a África do Sul... um engarrafamento indescritível (nem com fotos!)

Viagem a Moçambique - só amostras - 2

Saltando do aeroporto para o Parque Krüger.

Viagem a Moçambique - só amostras - 1

Será cronológico, e comecemos pelo princípio:
As "manas" ainda no aeroporto da Portela. Uma atenta (a quê), outra nas habituais funções...

Dona Sebastiana


Eis-nos de volta do sul, do sol, do calor.
Eis-nos (de)volvidos ao norte, à chuva, ao frio.
... e ao gato!

"Pinçamentos, sintenças e afodismos"

Algumas notas tomadas no canhenho, em Moçambique:

*
- Parar. Ficar, ao menos uns dias, quieto. Sem fazer nada. Ou sem nada fazer. Ou fazendo nada. Ou nada fazendo. Só isto!
Mas a cabeça não deixa. Porque a vida foge. Porque o tempo urge. Ou será o tempo que foge e a vida que urge?
*
- Quero viver tudo, quanto e como o tempo consentir.
*
- olho os corpos/bebo os copos/molho nos molhos/faço as contas/conto as notas/anoto os trocos/fujo às trocas (e às baldrocas)/encaro os encartes/'tou no ir/... e vou!
*
- Ouço, na mesa ao lado, os compatriotas, o grupo excursionista talvez... "este ano vamos a Maputo!". Vêm, deduzo eu, de lugares como Alhos Vedros ou Carrazeda de Anciães, ali ao pé de Ourém. Pequenos comerciantes ou industriais ou burocratas. Aqui, convencidos que são uns gandas senhores. Desde que consigam esquecer as letras (todas) e as dívidas e o crédito mal parado... Choro a Pátria. Estes heróis do mar. Este nobre povo. Esta nação valente e imortal. Às armas!
*
- Por aqui ando. No meio de gente, da gente. Gente!

quinta-feira, 3 de janeiro de 2008

Feliz com a vossa felicidade!

Vai um fulano ali a Moçambique, regressa quase logo e tem mais três amigos que os amigos lhe arranjaram!
(Cá por coisas não falo dos netos que faltam a alguns...)


Boas-vindas ao Miguel (que chegou a 27 de Dezembro), ao António (que chegou a 29 de Dezembro), à Teresa (que chegou a 2 de Janeiro).

Grandes e muito apertados abraços à Sandra e ao Francisco, à Joana e ao Abel, à Filipa e ao Ricardo.

E um pensamento de muito carinho e de muita atenção para os que já cá estavam, para os que já tinham chegado às famílias agora acrescidas...

terça-feira, 1 de janeiro de 2008

Um passeio na madrugada do Hotel Polana

Regressáramos a Maputo e ao Polana para a última noite. A última noite das férias, a última noite de Moçambique, a última noite no Polana.
Já dormíramos no Parque Krüger, já dormíramos no Polana, estreando-nos no mítico hotel de Lourenço Marques agora Maputo, já dormíramos em Inhaca, e agora aí estávamos, de novo, no Polana. Para a última noite.
Instalámo-nos quartos, fomos às janelas, abrimos as malas e desmanchámo-las o menos possível, tirámos fotografias para apanhar os novos ângulos e perspectivas, deste quarto para aquele quarto e daquele quarto para este quarto.
Saímos para dar um passeio pelo bairro Sommerschield para levar fotografias à Iva, por ser o maput(ativ)o lugar de seu nascimento, fomos comer o frango à piri-piri no restaurante Piri-Piri, fizemos a gincana dos passeios rebentados pelas raízes e pela completa falta de conservação… enfim, cumprimos o roteiro, seguimos o guia.
No regresso ao hotel e aos quartos, para completar o cumprimento do roteiro, colocámos as fotos no computador, espreitámo-las, tivemos de esperar pelo noticiário das 8 de lá e 10 de cá, e pronto.
Ela já estava quase quase a dormir e eu ainda pensava ficar aqui um bocadinho ao computador. Pois se ainda mal passava das 11 de cá e das 9 de lá… Qual quê! Ela resmungou, confirmei que a colocação das luzes naquele quarto não dava para não perturbar o daí a minutos imperturbável sono (a não ser que fosse para a banheira, com o computador atrelado). Conformei-me, resignei-me, em vez do meio relaxante de todas as noites-desde-que-os-tomo, tomei um relaxante inteiro, já às escuras pus os pingos nos olhos, deitei-me ao lado dela, ainda resmunguei (também tenho direito…) mas fui apaziguado pelo beijo de agradecimento ronronado com que ela me presenteou.
____________________
A pressão da bexiga ainda com os restos dos copos de cerveja do Piri-Piri despertou-me. Pouco, mas o suficiente para ter de me levantar e ir onde era preciso. Já havia uma semi-claridade de manhã a aproximar-se. Mas não abri de todo os olhos. Tomei os caminhos que julgava serem os certos. Sem os contar, aí fui eu: um, dois passos ao correr da cama, cinco, seis passos até uma porta, abri-la. Sem fazer qualquer ruído.
Assim fiz. Estranhei não sei o quê mas não liguei. Dei outros dois, três passos necessários para encontrar a sanita que não estava lá, ultrapassei o sítio em que devia baixar-me para levantar a tampa, ultrapassei sem obstáculo a parede que deveria estar por detrás da sanita… e tive mesmo de descerrar os olhos.
Surpresa. Estava no corredor, ao pé do elevador. Daquele elevador merecedor de figurar em filme francês e romântico, ou americano e policial, ou tudo trocado.
Hesitei. Mas, já que estava ali, carreguei automaticamente no botão pouco automático, acendeu-se a luz vermelha, ele subiu (ou desceu?), abriu-se sozinha a porta de dentro, abri a portinhola de ferro, entrei e desci. Assim, como quem está incapaz de se ver no espelho ao fundo, e não sabe o que faz. E não sabia.
Saí no átrio. Sempre com os olhos semi-cerrados… e semi é escrever muito. Só com uma fendazinha que me permitia não ir contra as coisas…
Nem deu para ver o ar de espanto de quem estava ao balcão da recepção, se calhar a “passar pelas brasas”.
(É a altura de ao conto acrescentar o ponto de eu, aqui, por África, dormir todo nu!)
Estando, decerto, a ser observado com espanto, segui o meu caminho, avançando, resoluto, isto é, trôpego, isto é, tropeçante, para o grande salão tão fotografado e ia direito à pesada porta de saída para os jardins e a piscina.
Foi aí, já com a mão na porta, que o tal do balcão da recepção, semi-recuperado da surpresa, me apanhou “Senhor, senhor… onde vai?”. Sabia lá. “Qual é seu quarto, senhor?”. Sabia lá. “O seu nome, senhor?”. Isso sabia. E disse-o. Foi ver, a correr. Na corrida, mas suavemente, levou-me com ele.
“Ribeiro?!, Ribeiro?!”, procurou, procurou… achou: “238!”. Sempre suavemente, voltou a dar-me o braço e vamos daí, ou dali melhor escrevendo.
Elevador, corredor, abrir a porta do quarto, meter-me lá dentro, foi um abrir e fechar de olhos.
“Por favor, senhor… vá para a cama… boa noite!”, sussurrou ele, “boa noite” respondi eu… que alguma coisa tinha de responder ao homem (até já nem era noite… mas adiante), “boa noite, senhor, obrigado”, ripostou-me ele. E safou-se para o seu posto de vigilância e reenvio a domicílio de noctívagos e/ou sonâmbulos, ou outros como eu que nem sei o que era naquele momento.
Lá dei com a porta certa, lá acertei na sanita, lá baixei a tampa, lá voltei para a cama, lá me enrosquei, sem a incomodar claro, para mais umas meias horitas.
Acordei a pensar “amanhã vou contar esta história!”.

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E já a contei.
Não aconteceu. Mas podia ter acontecido...


Maputo (Polana), 31 de Dezembro de 2007

Av. 24 de Julho, Maputo

Lá dentro, o ar condicionado, a enorme bicha para o balcão dos câmbios. Lá dentro, todas as tentações em forma de loja (até tomando-lhe o nome), os sonhos, as ilusões de um viver “à branco”, ou “à europeu”, ou “à sul-africano”, ou “à rica”.
Cá fora, a vida, a vida poluída, o lixo, os passeios rebentados, o trânsito caótico (mas vá lá… pela esquerda!). Cá fora, a vida, a vida mendigada, os “meninos de rua” e (talvez) a insegurança. Mas… a vida!

(31 de Dezembro de 2007, ontem, o ano passado)


Também aqui:



Bom 2008... mas para todos (ou quase)
e não só para alguns (os mesmos de sempre)

Eis-nos de volta do sul, do sol, do calor.
Eis-nos (de)volvidos ao norte, à chuva, ao frio.

(pois é... somos do "ocidente" mas só por acidente,
viramos ao "norte" apenas por desnorte em regresso do sul)