faz de conta que o que é, é!... avança o peão de rei.

...
o mistério difícil
em que ninguém repara
das rosas cansadas do dia a dia.

José Gomes Ferreira

Brel, sempre e eu... j'arrive!

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terça-feira, 22 de maio de 2012

Fala do velho com os seus botões - I

Quem toma diuréticos tem de treinar a bexiga (e não só...) para viagens de "expresso"!


(quem dizia botões, hoje diz "fechos de correr"
... até porque tem de correr muito expressamente
quando chega aos terminais da Rodoviária)

3 tempos!

terça-feira, 15 de maio de 2012

De bicicleta pela História

Já não é só uma questão de equilíbrio.
Parece que a corrente saltou da roda dentada e continua-se a pedalar desalmadamente.
E nós? Não vemos que é isso? Que a questão do tempo presente nos remete para a imagem velocipédica? O que temos é de fazer saltar quem está agarrado ao guiador, a fazer-nos pedalar no vazio, como se estivesse num ginásio privado num 5º andar das Avenidas Novas (que já estão velhas!), a viver dos rendimentos, que são juros e rendas e não mais-valias.
Apeá-los, primeiro, mas apearmo-nos, também!
Depois, com jeitinho, mas sem medo de sujar as mãos, de óleo, de terra, de lama, ferindo-nos calhaus e nas ferramentas, fazendo algum sangue, colocar a corrente na roda dentada, pôr em pneus em boa pressão (talvez, se preciso..., tapar uns furos nas rodas), saltar para o selim... e continuar a corrida. Que é sempre em frente, apesar de muitas curvas e de pedaços de caminho em que parece que o raio da bicicleta tem marcha-atrás.
Pedalar, é preciso!

domingo, 13 de maio de 2012

Um Amigo

Era um Amigo!
É mais um amigo que fica vivo dentro de nós.
Vivo no nosso "cemitério" interior.
E já tão povoado!
Tantos anos! Tanto viver em que estivemos os dois.
Foi muito duro vê-lo a morrer. A lutar contra a morte!
Fica aqui - e como se ficção fosse - o registo.



para o João, uma camélia
da Justine

quarta-feira, 2 de maio de 2012

terça-feira, 1 de maio de 2012

Num canto de espera do átrio de um hospital

A ver um amigo (a) morrer

a ver um amigo (a) morrer
reconhecemo-nos
meros mortais
efémera matéria
doídamente!



Doídamente

respeitar a dor dos outros
sofrer a própria dor
evitar a desnecessária dor
viver a dor de todos