faz de conta que o que é, é!... avança o peão de rei.

...
o mistério difícil
em que ninguém repara
das rosas cansadas do dia a dia.

José Gomes Ferreira

Brel, sempre e eu... j'arrive!

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segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Os marretas


Ainda só dois?
Que desactualizados!

domingo, 28 de agosto de 2011

Crónica do canto da sala

(Foi parar ao anónimo sec.xxi!)

Sentei-me numa mesa do canto da sala do restaurante. Como sempre gosto de fazer. Para estar de frente para a vida. Em V e no vértice.
Cumpri o ritual da escolha (nalguns lugares, o prato único, do dia, facilita), requintando num vinhito que me estava a apetecer, e foi um Cabriz que saiu mesmo bom. Mas antes, pedi um gin tónico. Estava em dia hedonista...
Abri as folhas que levava para ir lendo, e comecei a usar o marcador amarelo.
Entrou um grupo. Discreto, mas suficientemente numeroso para me obrigarem a levantar os olhos do que estava a fazer (também é para isso que me sento nos canto, no vértice, para observar).
Eram dois casais e dois miudos. Três gerações. Bem marcadas pelas vidas vividas, ou ainda não.
O mais velho do casal mais antigo apoiava-se numa bengala que, ao sentar-se, colocou na borda da mesa.
Voltei à minha lida, e veio a comida e o vinho, e fui entremeando a leitura ligeira com a mastigação e a degustação.
Eu, no meu canto e o resto da sala a deixar-me em paz.
De súbito, um ruído insólito e forte como que me fez regressar ao lugar. A bengala do "mais velho" caira com algum (teria sido?) estrondo.
Tive de levantar os olhos, e fiquei a observar a cena que se se seguiu. Com os olhar, a mulher mais nova disse ao rapazito que estava à sua esquerda o que devia fazer. E ele fez, sem uma palavra, com discreta e nada forçada obediência. Levantou-se, apanhou a bengala do avô (devia ser!...), colocou-a no sítio de onde caira e ia voltar ao seu lugar.
Nos breves segundos, esperei a reacção do endurecido homem, dos seus 70 e muitos, oitenta anos, com muita terra debaixo das botas, que estaria a receber a visita de Agosto do filho emigrante (ou da filha), da nora (ou do genro) e dos netos. A cara, marcada por tantos anos e muito dura vida e, agora, pouca saúde, não amaciou. Eu, no meu canto, nos breves segundos, desejei qualquer coisa, um gesto, uma palavra.
Tive-a, surpreendendo-me: Merci!


quinta-feira, 25 de agosto de 2011

Afinal, em que ficamos...

O tema é: Roma paga ou não paga aos traidores?
A dúvida impõe-se, historicamente, embora a História comprove uma certeza: as "Romas" desprezam os traidores.
Mas paga-lhes ou não lhes paga?
Paga, no curto prazo, para que a traição se consuma. E, por vezes, chorudamente. À medida da traição. Nalguns casos, tanto que o preço provoca a aparência de que a paga dá para a vida toda.
Mas as "Romas" (e não só, claro!) desprezam os traidores que os servem.
E todos os dinheiros, sejam 30 ou 30 milhões, se desvalorizam e esgotam.
Por isso, talvez a moral da História seja que, a curto prazo, os "romanos" pagam aos traidores mas, para a vida, a paga dos traidores é o desprezo e, tantas vezes, o serem traídos por quem lhes pagou, no curto prazo, a traição. 

(texto de ficção literária
...do cordel!) 

sábado, 6 de agosto de 2011

De camisola amarela

Se o Cantigueiro (Quedas) não se meter à frente do Anónimo do sec.xxi (Sérgio Ribeiro), e este conseguir subir bem a Senhora da Graça, manterá a camisola amarela?