faz de conta que o que é, é!... avança o peão de rei.

...
o mistério difícil
em que ninguém repara
das rosas cansadas do dia a dia.

José Gomes Ferreira

Brel, sempre e eu... j'arrive!

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domingo, 3 de julho de 2011

Quase um mês... de silêncio. Aqui...

Gosto tanto de aqui vir!
E estava com saudades.
"Neste desenrolar da ilusão dos dias imóveis", como escrevia José Gomes Ferreira (quem havia de ser?), eles, os dias, vão passando, um atrás do outro, sorrateiramente. Em carreirinha. Em correria. Vertiginosamente.
E nós iludidos. Iludindo-nos. Fazendo de conta que os dias se repetem.
Repete-se o 3, que é o número do dia de hoje, mas não se repete o nome do mês, que este é de Julho quando o 3 anterior foi de Junho (ah!, quando foi...).
E a ilusão de que já houve outro dia 3 de Julho ilude-nos, engana-nos, se esquecermos (se nos quisermos esquecer) que já houve outros 3s de Julho mas em outro, em muitos outros anos.
O meu primeiro 3 de Julho foi em 1936, veja lá eu (e tu, e todos os que possam estar, agora, a ler).
Já tinha havido muitos muitos outros 3s de Julho antes, como o de 1933, em que, na Alemanha, os judeus foram excluídos da função pública.
E, depois desse primeiro (meu!) de 1936, houve 3 de Julho em 1937, e a seguir em 1938, e - depois - todos os 3s de Julho até ao 3 de Julho de hoje. Este. De 2011. Tantos...
E haverá o 3 de Julho que se seguirá a este. Em 2012. Sobre o qual não digo mais nada. Cá por coisas. Porque nem sei se será meu como este é...

Dias imóveis? Uma porra!


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