faz de conta que o que é, é!... avança o peão de rei.

...
o mistério difícil
em que ninguém repara
das rosas cansadas do dia a dia.

José Gomes Ferreira

Brel, sempre e eu... j'arrive!

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segunda-feira, 27 de julho de 2009

Desabafo triste

O meu pai dizia, em jeitos de fanfarronada, que de homem para homem não vai força de boi. Dizia-o ao contar contar algumas das suas aventuras de rapaz, com boémia e brigas, aqui pela terra e quando à conquista de Lisboa, e queria ele dar a saber que não tinha medo de ninguém... que humano fosse porque de homem para homem não havia diferenças que não fossem humanas. Gravei o dito e pouco (ou nada) usei o que talvez quisesse ser uma lição.
Porque desarquivei, esta manhã, esta lembrança? Porque me vi a pensar em como são diferentes os homens (e as mulheres), e como elas se reflectem nas fragilidades de alguns (algumas) que, de tão estranhas, bem pouco humanas me parecem. Há pequenas coragens que quando não se assumem como ínfima e humana coerência se revelam grandes cobardias.
Ah!, olho à volta e vejo que de homens (e mulheres) para homens (e mulheres) vão diferenças de força que ultrapassam fronteiras que humanas deveriam ser.
Pronto, desabafei. Não me venham é alguns (algumas) dizer que são isto mais aquilo quando não têm força para o traduzir numa tomada de posição consequente, na assumpção que é dar a cara (ou o nome), numa assinatura num papel.

4 comentários:

Maria disse...

.....
Deixo um abraço. Sentes?

Sérgio Ribeiro disse...

Claro que sim!
E soube muito bem...

Desconfiada disse...

Mas o qué isto?? Abraços? Sentes?? Claro que sim???
Parece-me que quem vai aproveitar a lição do velho Ribeiro sou eu...

GR disse...

Ora aqui um desabafo que muitos de nós sentirão também.
Um texto de uma grandeza profunda, nesta época de “assinaturas”.
Época cansativa, cada vez mais cansativa.
Quando assim é, lembro-me do Dias Lourenço a ensinar-me a letra;

“Vá camarada mais um passo,
Já uma estrela se levanta,
Cada fio de vontade, são dois braços
E cada braço uma alavanca!”

O cansaço e tristeza desaparecem e o trabalho vai em frente.

Um gd bj,

GR