faz de conta que o que é, é!... avança o peão de rei.

...
o mistério difícil
em que ninguém repara
das rosas cansadas do dia a dia.

José Gomes Ferreira

segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Nota auto-biográfica

Sou, decerto, dos mais prolixos escreventes em português.
Até pela longevidade.
O primeiro texto em letra de forma (e chumbo) foi em 1948, há 63 anos, no Notícias de Ourém!
Já antes, "editara" pequenos contos de "cóbois" aproveitando a novidade de uma Oliveti que o meu pai comprara e que hoje é elemento de decoração (está ali!).
Depois, foi o Mundo Desportivo, a Seara, a Revista de Economia, a Vértice, o Diário de Lisboa, a República, o Jornal do Ribatejo, o Comércio do Funchal, Ourém e o seu Concelho, o Ribatejo, sei lá que mais.
E livros? Já passa de 30 os que passaram pelas tipografias, alguns com a minha escrita em línguas estrangeiras, e há p'raí (des)arrumados, uns tantos, de fabrico artesanal, com tiragem reduzida ou exemplares únicos.
Agora apareceu esta coisa dos blogs e é um ver se t'avias. Escrevo que me desunho.
Prolixo. Mas é pena ser quase tudo p'ró lixo.

8 comentários:

Maria disse...

Porque dizes que é pena ser quase tudo para o lixo?
Estou aqui há quase meia hora para tentar escrever isto... a net no Oeste é chata.
Depois, sabes que há sempre quem passe por aqui ou acolá e te leia, ainda que não comentem...
:))

Beijo.

Sérgio Ribeiro disse...

Oh!, é, talvez, um excesso de auto-crítica... mas o certo é que, de tanta "produção", pouco se aproveita, embora muita seja porque ela, a "produção", tanta que já soma muito (conheces o livro de poemas, do Carlos Aboim Inglês, Soma Pouca?).
Olha... coisas para aqui, para "o cordel".

Um beijo muito amigo

Jorge Manuel Gomes disse...

"Na Natureza, nada se cria, nada se perde, tudo se transforma." Lavoisier

Camarada Sérgio,

Como leitor diário do "Anónimo" venho aqui apresentar o meu voto de protesto!
Então, depois do tanto que aprendi e apreendi com a sua "produção" literária em livros e blogues, como pode vir dizer que pouco se aproveita??!!

Muito aproveitamos nós, leitores, do que o camarada "produz", para fazer deste um mundo melhor.

Quero crer que esse "desabafo" se deve a cansaço pós-eleitoral. É compreensível!

Agora faça-nos o favor de continuar a "produzir" ou não fosse esse um dos nossos slogans.

Um grande abraço de estima e consideração, desde Vila do Conde.

Jorge

Justine disse...

Sabes que a humildade em excesso...:))))

Anónimo disse...

Para o lixo? Então os teus fieis leitores (e são muitos mais do que tu pensas) são lixo? Era só o que faltava.
Nota-se o meu tom zangado? Espero que sim.

Campaniça

GR disse...

Desta vez zanguei-me!
Tudo o que escrevas ou digas deverá ser lido e ouvido.
Se colocas para o lixo és egoista e nós ficamos mais pobres.

Vou-te enviar pastas para arrumares os escritos, um dia quando estiveres reformado e cheio de tempo, editas.

Mil Bjs,

GR

Sérgio Ribeiro disse...

Pronto! Não me batam mais.
O que escrevi foi verdadeiro, foi sincero. Não o deveria ter escrito? Foi "excesso de humildade"?
Além disso, reparem, por favor, que o escrevi AQUI, nestas "ficções de cordel" e a propósito da confusão dos verbos e das verbalizações... E gosto daquela confusão entre prolixo e p'ró lixo!

Não tinha qualquer intenção além da que me traz a estoutro cantinho mas, desta nota autobiográfica, sobrou a vossa amizade e o vosso estímulo.
Obrigado!

Pata Negra disse...

Escreve! Escreve até que a voz te doa porque quem não escreve ou canta...
...já me esqueci do que ia para escrever!... espera! já me lembro: - escrevo um abraço, quando te encontrar, canto-o!