faz de conta que o que é, é!... avança o peão de rei.

...
o mistério difícil
em que ninguém repara
das rosas cansadas do dia a dia.

José Gomes Ferreira

Brel, sempre e eu... j'arrive!

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sexta-feira, 6 de novembro de 2009

Sobre amizade e amigos - casos que põem em causa

Prezo muito a amizade. Por isso, de poucos direi sou amigo. E, depois, há casos recentes (será da minha idade?) que têm posto em causa amizades, algumas muito antigas, das que julgava para sempre.
Entre mais pequenas feriditas cicatrizadas, dois casos me afrontam como cicatrizes que não há meio de fecharem. Em definitivo. Para ficarem, arrumadinhas todas, ao lado de uma outra, grande e só minha, que não é por ser cicatriz que deixou de ter sido ferida. Menos ainda esquecida. Que foi grande, enorme. E fazedora de vida.
Podiam, essas duas, até ter sido, apenas, nódoas negras. Ou passado por terem sido, apenas, nódoas negras. Das tantas que passam com o tempo e uma pomadita. Mas não querem (será da minha idade?). Parece terem-se instalado como cicatrizes mal fechadas.
Um caso, depois de palavras e gestos meus esperançados que fossem esclarecedores de situações, terminou com a maldita “última palavra” (que frases foram): “Fomos amigos, podemos viver com essa recordação. Outros têm menos.” Outros terão menos. Mas isso não me compensa. A recordação não ajuda a cicatrizar.
Outro, foi o caso de divergências em campanha eleitoral e tomadas de posição, em que admito ter-me talvez excedido num ou noutro termo usado, e apanho com a definitiva (e para mim inaceitável) conclusão: «última nota. para que Sérgio Ribeiro não fique a ver o espectro de eu estar a “esconder uma opção pessoal por debaixo da capa de uma pretensa objectividade”, dou publicidade ao facto de o post que ele escreveu ter tido a utilidade de fazer-me rever uma das intenções de voto que tinha para amanhã». Que forma mais arrevezada de me dizer, como “última palavra”, não vou votar em si!; não merece o meu voto depois do que escreveu. Como castigo, como “pena” que puniria considerados desaforos? Reajo, hoje, ainda mais “a quente” do que, então, “a quente” reagi:
“A minha incurável transparência obriga-me, talvez desastradamente, a traduzir coisas que … arranjou maneira sinuosa de dizer: a lista da CDU para a AM terá perdido um voto! Tenho pena. Não pela perda do voto - e deste voto para mim tão significativo! Mas pelo processo que a tal terá levado, resultando no fecho de um episódio que me entristece. Que não quero que seja mais que um episódio, dado haver coisas e relações muito mais importantes para mim que isto de campanhas eleitorais e de votos. Muitos amigos tenho que não votam nas listas que integro, muitos amigos tenho que fazem campanha e/ou estão em listas em que não voto.”
Ainda mais “a quente”, hoje, porque me corrijo. Reiterando o que escrevi ao começar:
“Prezo muito a amizade. Por isso, de poucos direi sou amigo”.
E custa muito perdê-los, ou correr esse risco. Sobretudo quando, dos homens ou mulheres, se mantém a admiração pelo que são, e reconfortante ser (ou ter sido) dizer é meu amigo.

7 comentários:

Maria disse...

Abraço-te. Forte.

Anónimo disse...

E, por tudo isso, nós somos teus amigos.

Campaniça

Sérgio Ribeiro disse...

É tão bom ter amigos/as como vocês!

Luís Neves disse...

Gaita! Perder amigos?!... Os amigos não se perdem - se se perdem, teriam sido amigos?!
Que é isso de amigos?! Sei lá o que é isso?! Costumo dizer: amigos são os que aparecem em minha casa sem serem convidados!
Vivemos a vida a passar por pessoas.
Um abraço amigo

Sérgio Ribeiro disse...

Ora aí está um bom teste... se tiver oportunidade, logo apareço, sem ser convidado!, por um certo lugar na periferia da pequena cidade para saber cá umas coisas de uma determinada situação de convalescença risonha.

GR disse...

Costumo dizer, tenho muitos conhecidos e poucos Amigos(as).
Auto-defesa? talvez.
DÓI TANTO perder a amizade de quem consideramos Amigo.

Um Grande Bj com toda a Amizade,

GR

contato disse...

Amigo é aquele que te conhece a fundo e apesar disso ainda te ama.