faz de conta que o que é, é!... avança o peão de rei.

...
o mistério difícil
em que ninguém repara
das rosas cansadas do dia a dia.

José Gomes Ferreira

Brel, sempre e eu... j'arrive!

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terça-feira, 2 de setembro de 2014

Na mesa ao lado, num fim de férias emigrantes

Ao comando, o pai. De braços (e gestos, e tudo... como a sua vida) musculados, duros.

Em frente, indiferente, o filho. Com duas linhas em vez de braços a terminarem em polegares... a polegarem um telemóvel.

Ao lado do pai, a mãe. Calada. Atenta. A tentar "pontes". Insegura, inquieta, na procura (inútil) de equilíbrios e sorrisos.

No canto recanto, palco escondido, a filha. À margem (talvez em França ou mais longe). De calções e maquillage suposta ou imaginadamente provocadores (para quem?).

no XICO  

2 comentários:

GR disse...

É triste ser emigrante.
Estão no seu país de origem, sentem falta do país que lhes dá pão.
Estão no país do trabalho, têm saudades do país que lhe deu o ser.
Ao fim de muitos anos, são da terra de ninguém. Cidadãos desajustados.

GD BJ,

GR

Justine disse...

Grande "retrato", um pouco angustiante...