faz de conta que o que é, é!... avança o peão de rei.

...
o mistério difícil
em que ninguém repara
das rosas cansadas do dia a dia.

José Gomes Ferreira

Brel, sempre e eu... j'arrive!

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segunda-feira, 8 de abril de 2013

Num regresso, a pé, pela madrugada


Três notas, tiradas  de papéis rascunhados:

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 1.     Mar é morada de saudade (de letra de morna)

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2.     Vou pensar na partida
Vou querer ficar
Violão vai chorar
Vou ir com a solidão
É hora di bai!
(“arranjo” sobre letra de morna)

&-----&-----&

3. Vivo não para ter “um lindo enterro” 
mas para viver o melhor que puder, 
i.é., o mais vivo e coerente possível,
 até ao fim.

3 comentários:

Raquelsav disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Raquelsav disse...

"Vivo não para ter “um lindo enterro” " Benza a Deus que não são todos assim senão o homem que vende campas não conseguia ganhar a vida :D
Preparar o enterro sempre me causou perplexidade! Há quem o faça: missa encomendada, campa com dizeres lapidada, fotografia posta, o lugar mais vistoso do cemitério... viver a aguardar o fim! Paradoxalmente acho que quem vive para "um lindo enterro" acaba por nunca o ter... porque em vida esqueceu-se de viver (e tudo o que isso implica... nomeadamente deixar memórias vivas que façam o seu rasto ecoar) acho que só vivendo é que podemos esperar que não haja fim que nos cale.... Mas isto são só reflexões rápidas, circulando no que escreveu. Reflexões em modo de abraço.
Raquel

Justine disse...

Um excelente "resumo" da noite...