faz de conta que o que é, é!... avança o peão de rei.

...
o mistério difícil
em que ninguém repara
das rosas cansadas do dia a dia.

José Gomes Ferreira

Brel, sempre e eu... j'arrive!

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quinta-feira, 7 de junho de 2012

Mais um canto enquanto almoço

Mais um canto, este em Fátima city em que posso sentar-me, refeiçoar-me e tomar uns aponta mentes em toalhas de papel. e este trata-se de um reencontro de vez em quando reencontrado. Desde que, há mais de 30 anos, um casal jovem, a razar os 20 anos, se meteu na aventura (antes desse coisa falaciosa do empreendedorismo... brrr!) de abrir um restaurante no Casal Novo, e começou uma vida que tem dado muitos saltos e sobressaltos. Familiares e de lugares vários. Abrantes, Ourém, agora Fátima. Adiante...
Aqui sentado, a comer lingua estufado que o sr. José lembra ser prato favorito da minha mãe (como as iscas...), sou cumprimentado carinhosamente pela Joana, a quem, muito miúda e há quase 30 anos, ofereci (e à irmã) a abelhinha da campanha eleitoral da CDU. A Joana, hoje uma senhora a ajudar o pai na actividade de restauração, agora em Fátima, que se lembra dessa minha oferta e que diz que a tem no seu quarto... Um almoço sem preço!

É curioso. Fátima é povoação que vive e cresce. Naturalmente. Para além (mas também por...) de "milagres" e sazonalidades a eles ligados. Ao fim e ao resto, anda sempre tudo ligado...
E Ourém? Ourém vê passar os comboios... em Caxarias e Chão de Maçãs. Parando cada vez menos. e com o IC9 ao lado. Também a passar ao lado.

Vejo como me observam. De outras mesas. Como o medo (de quê?) se transformou em admiração (em toda a sua ambiguidade), perguntando-me quando em respeito? A que me não sei dar...

Também observo.
Aquela jovem (professora?) que, pelo pegar no garfo e outras maneiras denuncia que é de "boas famílias" e deve ter andado em colégio de freiras. Tão só...
E observo os que me observam.
Choco os meus olhos com as rotundas barrigas conso(n)antes com as rotundas rodoviárias.Algumas tão recentes e tão efémeras.
E sorrio... para dentro das minhas, também efémeras, barbas brancas. Tão sábias por já tanto terem visto (desde 1968...)! 

1 comentário:

Justine disse...

Gosto do texto, gosto das recordações - mas o que mais me encantou foi o desenho:))))))