faz de conta que o que é, é!... avança o peão de rei.

...
o mistério difícil
em que ninguém repara
das rosas cansadas do dia a dia.

José Gomes Ferreira

Brel, sempre e eu... j'arrive!

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terça-feira, 28 de junho de 2016

De facto (e relevante?)

(...)

Deitei-me relativamente cedo com os olhos em estado a precisar de cuidados, isto é, de gotas.

&-----&-----&


Este corpo não rejuvenesce!, isto é que é uma porra…

(...)

Entretanto, estou a sentir as coisas a fugirem-me das mãos.

&-----&-----&

Tanto corpo sem cabeça, e esta cabeça a sentir o corpo a fugir-lhe.

&-----&-----&

Vou recuperar corpo para não perder a cabeça, perdão, pode ser o contrário não vou perder a cabeça por não recuperar o corpo…

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… mas o que é que é o contrário de quê?

&-----&-----&

Esta merecia ser escrita pelo José Rodrigues dos Santos, ou alguém por ele, nunca (ou nanja?) por mim.

3 comentários:

Justine disse...

Reflexões inteligentes sobre a inevitabilidade dos efeitos do tempo! Não somos amados pelos deuses, se o fôssemos teríamos morrido cedo...

...... disse...

As vossas palavras lembraram-me uma ideia de Gunnar Ekelöf: "Dá-me veneno para morrer ou sonhos para viver".
Felizmente, os sonhos não moram no corpo. E são um antídoto infalível para venenos mais fortes.
Um grande abraço.
Raquel

GR disse...

Palavras que me fez reflectir.
Mas mais importante que o corpo...é a cabeça. Coisa que JRS não tem, pois só tem corpo!

Bjs,
GR