Dói o silêncio em cerco
Dói o silêncio em
Dói o silêncio
Dói o
Dói
(oh!, se dói...)
faz de conta que o que é, é!... avança o peão de rei.
...
o mistério difícil
em que ninguém repara
das rosas cansadas do dia a dia.
José Gomes Ferreira
o mistério difícil
em que ninguém repara
das rosas cansadas do dia a dia.
José Gomes Ferreira
segunda-feira, 12 de maio de 2014
domingo, 20 de abril de 2014
pinça mentes enCURRALados
Cada um sabe (um pouco) de si
e ninguém sabe de todos...
Quem sabe da tenda é o tendeiro
... se for solteiro
... e não tiver pessoal a tempo inteiro
O meu ego é pequenino
... e queixa-se disso!
e ninguém sabe de todos...
Quem sabe da tenda é o tendeiro
... se for solteiro
... e não tiver pessoal a tempo inteiro
O meu ego é pequenino
... e queixa-se disso!
segunda-feira, 24 de março de 2014
dias de agora
24.03.2014
Uma quase-ficção para a manhã:
«Farto de (esbrace)nadar, o homem fez paragem num apeadeiro. Apiedou-se de si próprio. Estava cansado.
Mas sair do caminho, nunca!
Agora, ia tentar apressar-se (ah!, o tempo a escassear. sempre!). Talvez
um barco a remos…
Quando se preparava, no cais, para embarcar, foi interpelado por um pass(e)ante:
“O amigo vai para a Ilha*?”
“Claro!, sempre em frente, embora com muitas curvas, e ondas, e
marés…”
“Mas vai sozinho?”
“Não!, a companheira acompanha-me… tem os seus próprios caminhos, e
estilos, e barcos. Tem as suas amizades, e o Pilates, e a Graça, e o ioga, e os
cortes de cabelo “à japonesa”, e outras coisas lá só dela…mas acompanha-me
companheira.”
“Pois!… são assim. E nós assim somos… Mas leva muita bagagem?!”
“Pouca coisa. Três livros-fundadores de mim – A crise da Europa, A
cultura integral, Rumo à Vitória – e o Beethoven do Roman Rolland traduzido
pelo Lopes-Graça (que tem estado à espera), um gira-discos e “viniles” … para
sonorizar a leitura. Isto para começar... Ah!, mais uma oftalmologista, um
dentista, um ortopedista, uma dermatologista e uma farmácia. E, de vez em quando,
serei visitado por amigos como o Martinho, o António Ferreira, o Joaquim Gama,
a quem darei consultas (vai ser tudo ao contrário…).”
“… e filhos?,... e netos?...”
“Esses estão sempre comigo – mesmo quando não estão! – porque estão
nos genes. E crescem para cima e para a frente do tempo.”
“Olhe… boa viagem!”
“Obrigado! Já estou atrasado. Até logo. Volto sempre…”
E o homem lá foi. Remando, cada vez mais
remansamente. Perdendo-se no horizonte mas nunca perdendo o horizonte. Da Ilha
deserta* povoada de gente nova sempre a chegar.»
· * - Chame-se ela Pasárgada, Ítaca ou qualquer outro
nome desses de ilhas do Egeu ou de nenhures
quarta-feira, 5 de março de 2014
Pinça mentes em glosa obrigada a mote
Sabia tanto que apenas sabia que pouco sabia
Sabia tanto que apenas sabia que lhe faltava saber tudo
Sabia tanto que apenas sabia que muito tinha de aprender
Sabia tanto que apenas sabia que não lhe sobrava tempo
Sabia tanto que apenas sabia que lhe faltava saber tudo
Sabia tanto que apenas sabia que muito tinha de aprender
Sabia tanto que apenas sabia que não lhe sobrava tempo
O velho actor
O velho actor esperou as pancadas de Molière para, depois, ouvir a primeira "deixa" e entrar em cena.
Demoraram... (aliás, não vierem como acontece a muitos velhos hábitos que caem em desuso.)
Esperou!... e adormeceu.
Só acordou quando as palmas vieram premiar a sua excelente interpretação daquele papel.
quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014
os imprescindíveis
Não diria que são melhores ainda…
são, só, “os imprescindíveis”.
Muitas vezes erram, falham, caem;
mas levantam-se, tentam de novo,
os mais lúcidos não persistem no que falhou,
procuram corrigir os erros.
E voltam a errar, a falhar, a cair, a levantar-se,
a lutar toda a vida
porque só
assim estão vivos!
domingo, 2 de fevereiro de 2014
terça-feira, 28 de janeiro de 2014
Página 4260 do 43º volume de "dias de agora"
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Deixei-me ficar, a ver os verdes…
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Um dia, quero morrer
assim,
lúcido,
deixando-me ir,
a olhar os verdes,
belos, belos e
variados,
tranquilos
(…)
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Com uma condição:
ressuscitar uns dias depois… segundo as regras cristãmente consagradas.
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Desabafo de há quase 9 anos...
Grito de guerra
Eles não são burros,
mas
arremedam bem
Elas não são asnos,
mas fazem
de conta
Eles não são estúpidos,
mas gostam
de parecer.
O que eles querem
é viver
tranquilos,
sem que
nada os chateie.
O que eles querem
é morrer
com o papinho cheio de gozo(s),
com muita
saúde… e depressa, de repentemente.
O que eles querem é viver e morrer
sem tomarem
consciência
de que não
viveram
ou de que
não valeu a pena terem vivido.
E houve uma mãe que os pariu!,
por isso,
que a palavra de ordem
se torne num
grito de guerra:
puta
que os pariu! [*]
Borsalino,
04,03,2005
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