Cada um sabe (um pouco) de si
e ninguém sabe de todos...
Quem sabe da tenda é o tendeiro
... se for solteiro
... e não tiver pessoal a tempo inteiro
O meu ego é pequenino
... e queixa-se disso!
faz de conta que o que é, é!... avança o peão de rei.
...
o mistério difícil
em que ninguém repara
das rosas cansadas do dia a dia.
José Gomes Ferreira
o mistério difícil
em que ninguém repara
das rosas cansadas do dia a dia.
José Gomes Ferreira
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domingo, 20 de abril de 2014
quarta-feira, 5 de março de 2014
Pinça mentes em glosa obrigada a mote
Sabia tanto que apenas sabia que pouco sabia
Sabia tanto que apenas sabia que lhe faltava saber tudo
Sabia tanto que apenas sabia que muito tinha de aprender
Sabia tanto que apenas sabia que não lhe sobrava tempo
Sabia tanto que apenas sabia que lhe faltava saber tudo
Sabia tanto que apenas sabia que muito tinha de aprender
Sabia tanto que apenas sabia que não lhe sobrava tempo
domingo, 10 de fevereiro de 2013
Glosando (com intenção de melhorar):
O que me desgosta é ter efémera idade o que foi parido para ser eterno, e que tenha aparente eterna idade o que melhor fora não ter nascido.
quinta-feira, 9 de setembro de 2010
Lugares e gentes - pinça mentes
Alguns bairros de Lisboa - de que gosto muito, diga-se sem ser de passagem - estão a tornar-se "pátios" de velhos etilizados e jovens drogados. Com ilhotas de habitações recuperadas e condominadas. Possuídas por "gente bem" (e de bom gosto - seu ou alheio -, e muito dinheiro), atraída pelo sainete do que tem passado e história.
Há que pensar muito seriamente nisto.
domingo, 15 de novembro de 2009
Elo-cubrações, com-vocações, &vocações
1. Às vezes, mas só às vezes..., tenho a sensação que a corrente saltou da roda dentada e que estou a pedalar em vão… só para dar às pernas!
2. Não sei nada!
Sei, apenas, que deixei passar a oportun(a)idade de hoje saber o que, hoje, sei que não sei.
Mas não desisto!
Há que aprender, aprender, aprender sempre. Até ao fim dos nossos saberes!
quinta-feira, 12 de novembro de 2009
Ser democrata
No meu humilde pensar e na minha modesta prática (decerto nem sempre coerente ou consequente), ser democrata é também um modo de estar ao serviço da comunidade, mesmo quando cause dano a uma pessoa ou a um grupo de pessoas, a interesses individuais ou a interesses de grupo (ou a grupos de interesses), sem o cálculo se assim estar traz, para si, vantagem ou prejuízo. Será estupidez? Talvez… esta coexiste adrede com humildade e modéstia.
anónimo do século xxi
quinta-feira, 5 de novembro de 2009
Pinça mentes
Saber ler é preciso, ler é bom, ler muito é óptimo, tresler é uma (des)graça.
Disse!
Disse!
anónimo século xxi
sábado, 4 de abril de 2009
pinça mentes
Há uma coisa que me irrita seriamente: quando há qualquer notícia ou não-notícia sobre crime, corrupção, fraude, ou correlativos, a primeira preocupação de algumas pessoas que conheço é a de ver a que partido pertence o criminoso, a vítima, o corrupto, o corruptor, ou correlativos, e reagir conforme... para apagar umas culpas e sobrevalorizar outras. E, até, lançar as ondas de fumo negro das "campanhas".
Chamo a isto sectarismo na forma mais estreme e condenável.
terça-feira, 10 de março de 2009
pinça mentes
Se cada um, em cada momento, apenas se (pre)ocupar com a melhor forma de se adaptar ao momento, ao "estado da nação" (ou ao estado em que está a nação), então vamos todos ter um belo futuro - ah! isso juro - e um lindo enterro, a pagar a crédito (se ainda houver) ...
domingo, 22 de fevereiro de 2009
pinça mentes
Há os especialistas. Os que sabem tudo de uma coisa, e nada do resto. De que talvez devessem saber uns mínimos...
Há os generalistas. Os que sabem nada de tudo, e de tudo falam e escrevem como se de alguma coisa soubessem coisa alguma.
-----*-----
Cá por mim, nunca fui uma coisa (uma vocação, uma profissão, uma dedicação, uma matéria de estudo, uma atenção) a tempo inteiro. Salvo, talvez, economista e militante desde que o sou, e apaixonado quando estou... e tenho estado sempre.
Tenho procurado ser um pouco de tudo o tempo todo. Mudando frequentemente. Feito de vida que de mudanças é feita. Ou seja, tenho sido vividamente humano. Intensamente.
quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009
pinça mentes
Pensar que o capitalismo é o fim da História revela - também! - uma enorme falta de humildade por se basear na ideia de que toda a História se passa no tempo da "nossa história".
---*---
E eu? Conto porque vivo ou vivo para contar?
segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009
pinça mentes
Prefiro, num conjunto de vinte espectouvintes ou leitores, encontrar um ou dois ou três que tentem, comigo, perceber o que tentei explicar, a ter os vinte que ouviram ou os vinte que leram a ouvirem ou a lerem, no que disse ou escrevi, o que traziam para ouvir ou ler, e que, depois, irão repetir o que antes diziam aos outros, os argumentos e as mesmas palavras de ordem, sem tirar nem pôr, ou pouco tendo acrescentado.
Prefiro? Não é bem isso… não sou capaz, nem quero, que seja de outra maneira.
segunda-feira, 5 de janeiro de 2009
Pinça mentes
Miguel Ângelo bateu com o martelo no joelho da estátua de Moisés e ordenou-lhe “fala!”. A estátua, ainda que de Miguel Ângelo, não falou. Não tinha vida, por perfeita que fosse a pedra trabalhada.
O escritor queria que as palavras por si escritas tivessem vida, e pediu-lhes que fizessem balanço do que ele com elas escrevera. Mas as palavras, porque só às suas palavras pediu, não lhe puderam responder.
E se ele tentasse, sei lá… de vez em quando..., ouvir ou ler as palavras dos outros? Sei lá… por exemplo..., se aceitasse comentários nos seus blogs?, ainda que, relativamente a intrusos, usasse os cintos e os suspensórios de todas as cautelas e seguranças para todos os efeitos. Sei lá… é que os outros não são nem de pedra nem só existem nas suas palavras e pelas palavras suas. Dele.
Há mais palavras, por geniais que as suas, quando se juntam, consigam, por vezes…, ser. De qualquer modo, as palavras entre si, para si e para ele-escritor, não falarão nem farão balanço. Como nada disseram ou dirão se não se cruzarem com outras palavras. De outros. Só assim tiveram, e terão, vida.
O escritor queria que as palavras por si escritas tivessem vida, e pediu-lhes que fizessem balanço do que ele com elas escrevera. Mas as palavras, porque só às suas palavras pediu, não lhe puderam responder.
E se ele tentasse, sei lá… de vez em quando..., ouvir ou ler as palavras dos outros? Sei lá… por exemplo..., se aceitasse comentários nos seus blogs?, ainda que, relativamente a intrusos, usasse os cintos e os suspensórios de todas as cautelas e seguranças para todos os efeitos. Sei lá… é que os outros não são nem de pedra nem só existem nas suas palavras e pelas palavras suas. Dele.
Há mais palavras, por geniais que as suas, quando se juntam, consigam, por vezes…, ser. De qualquer modo, as palavras entre si, para si e para ele-escritor, não falarão nem farão balanço. Como nada disseram ou dirão se não se cruzarem com outras palavras. De outros. Só assim tiveram, e terão, vida.
segunda-feira, 3 de novembro de 2008
Pinça mentes
- Haver ou não haver intervenção do Estado that is the question?
- Mas qual Estado, de que Estado e em que estado?
- Antigamente, pressupunha-se que a intervenção do Estado fosse na "economia real", investindo, criando riqueza, tomando rédeas nas mãos, e alguns teimavam (e teimam!) em dizer que deveriam ser alavancas para que o interesse colectivo prevalecesse (mas para isso o Estado deveria ser outro, ao serviço de outros).
- Agora, a intervenção do Estado quer-se confinar a não interferir na "economia real" para além do projectado (ao serviço de quem?) e que tão vilipendiado é (ó! dra. Manuela!... ao que se "presidente da oposição" obriga); eles-governo injectam capital se e quando necessário, capitalizam o capital privado, para que se recupere da desastrosa (dizem uns...) gestão privada, e eles-privados é que o gerem, privadamente, como o têm feito (tão mal para todos, tão bem para cada vez menos!!!).
sábado, 7 de junho de 2008
"Pinça mentes" e "sem tenças" (desvez enquanto)
Olho para a realidade (o concreto das coisas e das gentes) e espanto-me por haver quem não veja o que eu vejo e como eu vejo. Depois - logo logo - tomo consciência que faz parte da realidade - dessa realidade que eu vejo - gente que a vê (e se vê) de outra maneira que não aquela que eu (e como a) vejo.
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