7)“A Cantiga é uma
arma” – José Mário Branco/ Gac – Grupo de Ação Cultural/ Vozes na Luta (tino
Flores/Fausto/Afonso Dias);o poder de
uma canção; homenagem ao cantautor feito em 2019, por altura da sua morte. O
GAC deixou-nos 4 álbuns com canções emblemáticas…”…há quem cante de pantufas
para não perder o lugar…”.
6)“Hino de Vila Cabral”
– Carlos Macedo/João Maria Pinto, extraído do Cancioneiro do Niassa, as canções
proibidas cantadas pelos militares em território colonial; aqui se fala numa
utopia, a de um local totalmente destruído…”para vermos coisa mais fina fomos à
piscina ver os bikinis…” até ..."Com tanta coisa que rir, deu gosto
fugir de Vila Cabral!"
Deste
Cancioneiro,"letras contra a guerra e os seus responsáveis, de lamento e
protesto pelas condições de vida da tropa."
5)“Segunda Canção com
lágrimas” – Carlos Mendes, sobre letra de Manuel Alegre, uma ode à desgraça da
guerra e ao desfazer dos sonhos--- Canção dedicada aos soldados/amigos que
morreram, numa guerra injusta, por terras de....Portugal Ultramarino.
4) “Fala do Velho do
Restelo ao Astronauta” – versos de José Saramago, cantado por Manuel
Freire“…as bombas de Napalm são
brinquedos..”; Na ilustração, alusão à menina do Napalm- foto da guerra do
Vietname. Por fim, não
esquecer a controversa utilização, pelas tropas portuguesas, destas bombas
incendiárias...
“Fado do Desertor” – Do cancioneiro do Niassa, cantada
por Carlos do Carmo ou por outros ilustres desconhecidos; retrata a partida de
um jovem para a guerra e a sua subsequente---deserção… As cantigas
alternativas/proibidas da guerra, cantadas pelos nossos soldados.
Também referenciada
como “O Miliciano Mobilizado”.
Sou leitor (e admirador) das crónicas que acrescento de cultura ou cult(ur)as de Ana Cristina Leonardo, desde o Expresso e agora no Ipsilon do Público. Calhou, ontem, ter publicado o 2º desenho de Gabriel Lagarto sobre Os senhores da guerra e, depois de o ter feito, ter lido a crónica de ACL de ontem, que começa por uma referência o filme Ran-Os Senhores da Guerra, de Kurosawa. Por aí se fica a curiosa coincidência mas foi suficiente para estimular a publicação da excelente crónica de ACL sobre actos e ditos de uma Ministra da Cultura que está evidentemente numa outra cultura que não culta... talvez agro-mensora. Assim - outra curiosa coincidência - se justifica o cumprimento do que escrevi a propósito de Miguel Esteves Cardoso há uns dias atrás.
“Os senhores da Guerra” –Grupo Outubro, canção antibelicismo, deste
Super Grupo de Abril, que tem 2 álbuns fantásticos, onde se encontram
muitíssimas canções emblemáticas do pós 25 de Abril.”E todos nós,
tarde ou cedo Temos de morrer”…
Se há um ano atrás começou a surgir “1 ilustração por dia acaba
com a pandemia? Não, mas mal não deve fazer”, este ano temos outra proposta
global, no campo da Música …Ilustrada.
Hoje, até ao “…dia inicial inteiro e limpo…”, segundo Sophia,
iremos lançar uma ilustração, dedicada à Liberdade & outras ramificações.
Do imaginário musical do ilustrador, com apoio dos companheiros Rui Garcia e
Isabel Vicente, irão surgir canções /poemas ilustrados. Referências óbvias ou
nem por isso à temática do 25 de Abril, aqui fica a nossa partilha para os próximos
25 dias.
Partilhem, comentem, critiquem.
Em jeito de despedida, viva o 25 de Abril!
Gabriel Lagarto
1)“Nambuangongo, Meu amor” – Paulo de Carvalho/ poema de Manuel
Alegre; o relato do início da Guerra colonial, 60 anos feitos há pouquinho…Angola foi a primeira colónia onde se iniciou a
luta armada organizada contra o domínio português. Nambuangongo era considerada
a capital dos independentistas. Cantada e difundida radiofonicamente horas
antes por um dos protagonistas musicais de “O dia inicial inteiro e limpo”…
Hoje, a ler o Miguel Esteves Cardoso, no Público, lembrei-me deste blog.
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Aquele texto tinha mesmo a ver com a intenção, se não explícita e consciente, implícita e não-consciente (o que são 4-coisas diferentes-4) com que foi lançado o blog e preencheu algum tempo e não pouco espaço.
Eram textos daqueles-deste (ou outras expressões quaisquer), de preferência meus/minhas..., que queria (a)postar aqui.
Abandonei-o, e talvez não por acaso com uma "graça"- vi-a agorinha -, no começo da pandemia, depois dos (para mim excelentes) cartões do João sobre a "pandemia" dos telemóveis.
Pois vou regressar, após um ano sabático. E recomeço com a crónica do MEC, a pensar que aqui terão espaço de arquivo e (minha) consulta outros autores como, por exemplo, as crónicas da Ana Cristina Leonardo e os desenhos do Gabriel Lagarto para as músicas de PAbril (outra coisa de que agora mesmo me lembrei...).