faz de conta que o que é, é!... avança o peão de rei.

...
o mistério difícil
em que ninguém repara
das rosas cansadas do dia a dia.

José Gomes Ferreira

sábado, 17 de dezembro de 2016

Coisas para a arca do velho

(...)

enCURRALado, com fundo de António Zambujo, numa agradável miscigenação “à portuguesa” de Brasil (Chico)-Cabo Verde-fado e cante:

Eu agrido-vos por não acreditar naquilo em que vós acreditais?
Vós agredis-me porque não aceitais que eu não acredite no que acreditais… ou imposto vos foi que acreditásseis!

Somos mais de 7 mil milhões de seres humanos viventes à Vossa imagem criados (dizem alguns…); de quantos milhares de milhões se esqueceu o vosso omnipotente e universal deus?

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Temos todos em comum – embora em alguns de nós em recônditos esconderijos – a razão e a solidariedade, o afecto, o respeito pelo outro (que sou eu!...).

(...)

sexta-feira, 9 de dezembro de 2016

digo/grito/luto

Observo os outros-que-eu-sou,
as gentes.
Incultas (ou acultas),
ignorantes (ou agnorantes)
e... tenho pena.
Sabendo o que podem saber
muito mais do que sei
(cultas, conhecendo)
indigno-me e digo/grito
luto!

Luto com as forças
(e fraquezas)
que tenho
(que são as minhas,
ainda!)

no microcosmos do Curral

quinta-feira, 17 de novembro de 2016

sábado, 5 de novembro de 2016

assim seja

Já fiz, no plano pessoal, gente infeliz (ou infelicidade em gente) que bastasse!
Não desisto de melhor contribuir para que mais depressa mais gente seja mais feliz.

(no microcosmos Curral)
A poesia fácil:

Lá fora,
a chuva cai...

Quanto nos enganam...

Ouvido, no meio do noticiário sobre as eleições nos Estados Unidos

"Quando penso quanto me enganaram 
por ser negra, ainda sinto raiva"

(uma cara escura, marcada pela vida... e pelos enganos!)

domingo, 9 de outubro de 2016

Apropósito (?) de...

Apropósito de Zé João Louro, de Cravinho, de Sérgio Ribeiro (!): 
Irritam-me as homenagens póstumas, sobretudo as prematuras, as “como quem diz” este gajo ainda não morreu?... já devia!.

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Apropósito (e de memória nem sempre fide digna) de Saramago: 
Conto os dias pelos dedos e (acrescento) sinto a vida a fugir-me das mãos!

mas cá a vou agarrando
com unhas e dentes!

sábado, 13 de agosto de 2016

Pois...

(...)
O que sei é que elas (as porradas.... muitas, quase todas pequenas e variadas) não matam (por enquanto…) mas amolentam (bastante!).
(,,,)

sábado, 6 de agosto de 2016

Tenho a idade do meu gato!

Tenho a idade do meu gato,
provisoriamente.
Ele breve me passará,
se é que não o fez já…
E estamos os dois trôpegos,
pedindo atenção e carinhos.
Ele,
já não defende, felinamente, o seu espaço,
deixa os pássaros invadirem o pátio.
os ratos viverem em paz,
já não sobe às árvores onde afia as unhas…
Eu,
escrevo,
escrevo, trémulo e errando teclas, queixas e lamentos
leio,
leio. pisco e lacrimoso, letras míúdas e baralhando-se,
mastigo papas e sopas passadas
digo-me lúcido
e continuo em luta,
na luta de sempre,
até quando,

ísto é, sempre!  

quinta-feira, 4 de agosto de 2016

os chapéus (^) nos és

Porquê/para quê?
Porquê/para quê?
Tantas dúvidas,
tantas interrogações
e tão poucas respostas
tirando o chapéu ^ ao e:
PORQUE/PARA QUE!
(...)